Leandro Piquet Carneiro, Folha de S. Paulo, 27/01/12
Nos quatro anos cobertos pelo levantamento, 62% dos conflitos com mortes ocorreram no atendimento de casos de roubo ou furto. A vítima consegue ligar para o 190, a PM envia uma viatura e quando ocorre o encontro com os assaltantes há troca de tiros e o desfecho violento.
Gilberto Kassab, O Estado de S. Paulo, 25/01/12
Não é hora de apontar culpados nem de alimentar pendengas eleitoreiras. É hora, sim, de também prover de mais recursos as forças que combatem os traficantes. Mais investimento e maior concatenação de ações certamente trarão resultados ainda melhores. É hora de os protagonistas da área jurídica se debruçarem sobre os limites legais que ainda impedem internações urgentes e necessárias.
Marco Antonio Villa, O Globo, 24/01/12
O silêncio da oposição incomoda. Desde 1945 — incluindo o período do regime militar — nunca tivemos uma oposição tão minúscula e inoperante. Vivemos numa grande Coreia do Norte com louvações cotidianas à dirigente máxima do país e em clima de unanimidade ditatorial. A oposição desapareceu do mapa. E o seu principal partido, o PSDB, resolveu inventar uma nova forma de fazer política: a oposição invisível.
Rubens Barbosa, O Estado de S. Paulo, 24/01/12
A revista Interesse Nacional, em sua edição especial de janeiro, dedica-se integralmente à discussão do Poder Judiciário e reúne artigos de respeitados nomes da área jurídica que, ao mesmo tempo, são protagonistas e foram artífices das transformações empreendidas nos últimos oito anos.
Ives Gandra da Silva Martins, O Estado de S. Paulo, 21/01/12
A decisão inicial do ministro Marco Aurélio Mello, de suspender o exercício da competência do CNJ até manifestação do plenário me parece equivocada. De início, porque desautoriza seis anos de atuação do CNJ no exercício das competências atribuídas pela Constituição; depois, porque autoriza todos os que foram punidos pela instituição a pedirem imediata reintegração nas funções exercidas e indenizações por danos morais.
Cora Ronai, O Globo, 21/01/12
A rede com que colaboramos e que se formou graças ao conteúdo produzido e compartilhado por nós mesmos se transformaria numa estufa censurada onde só se encontraria o que passasse pelo crivo da indústria do entretenimento americana. Os efeitos dessa censura local, contudo, teriam alcance mundial, já que boa parte da web passa pelos Estados Unidos.
Rosiska Darcy de Oliveira, O Globo, 21/01/12
A libido, seja por uma maior liberalização dos costumes, seja por progressos da medicina, reclama seus direitos na terceira idade com uma naturalidade que em outros tempos já foi chamada de despudor. Esmaece a fronteira entre as fases da vida. É o conceito de velhice que envelhece. Envelhecer como sinônimo de decadência deixou de ser uma profecia que se autorrealiza. Sem, no entanto, impedir a lucidez sobre o desfecho.
Roberto Lent, O Globo, 20/01/12
A imprensa noticia regularmente as grandes dificuldades burocráticas que retardam fortemente a importação de materiais e equipamentos para os laboratórios de pesquisa brasileiros. Como resolver o impasse? Talvez seja mais simples do que pensamos. O país atribuiria “passe livre” para os pesquisadores brasileiros credenciados pelas agências de fomento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Nelson Motta, O Globo, 20/01/12
O assassinato do prefeito Celso Daniel completa dez anos sem culpados nem condenados, e pior, desde o início das investigações sete testemunhas e investigados já foram assassinados ou morreram em circunstâncias misteriosas. O principal acusado é digno de um pulp fiction: o Sombra.
Fernando Henrique Cardoso, entrevista a The Economist online, 19/01/12
Em 12 de janeiro o chefe da nossa sucursal em São Paulo entrevistou Fernando Henrique Cardoso, presidente do Brasil de 1995-2002, no Instituto FHC. Eles discutiram os desafios do Brasil e seu poderio global crescente.
Roberto Macedo, O Estado de S. Paulo, 19/01/12
A conta do prejuízo vai para os contribuintes. E não há excluídos dessa cobrança, pois neste país mesmo mendigos pagam muito imposto, dada a pesada carga tributária que onera bens e serviços que adquirem. Quanto a quem leva o subsídio do BNDES, predominam grandes empresas, cujos acionistas estão mais no alto da escala de rendimentos.
Carlos Alberto Sardenberg, O Globo, 19/01/12
Se a população considera ruins os serviços que recebe e, ao mesmo tempo, aprova o governo federal, só pode ser porque não considera a presidente responsável por aqueles problemas. Ora, carimbar a culpa no governo é o papel da oposição, em qualquer do mundo.