Matias Spektor, Folha de S. Paulo, 16/05/12
Dez anos depois do fim do governo de Fernando Henrique, a abertura dos arquivos oficiais no país e no exterior permite avaliar sua performance como diplomata. Ele chegou ao poder com um projeto internacional explícito: proteger o Real, reposicionando o Brasil diante do fenômeno da globalização.
Xico Graziano, O Estado de S. Paulo, 15/05/12
A turma da agropecuária está preparando seu posicionamento para apresentar à Rio+20. Ao que tudo indica, mostrará que concorda em carregar a agenda ambiental no campo, assumindo o protagonismo da agricultura sustentável. Chega de levar paulada dos ambientalistas.
Raul Velloso, O Estado de S. Paulo, 14/05/12
Enquanto a demanda mundial ainda patina, o Brasil está bem nesse filme. Já do lado da oferta, falta investimento, particularmente em infraestrutura, e é gritante o mau desempenho da produtividade. Por causa disso, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) potencial, ou sustentável, cairá para algo ao redor de 3,5% ao ano, se nada mudar. O governo bem que se esforça para o País crescer mais, mas a tarefa é complexa e lembra uma corrida de longa distância.
José Serra, entrevista a O Estado de S. Paulo, 13/05/12
Na quinta-feira, Serra recebeu o Estado em sua casa para uma entrevista exclusiva, na qual defende a gestão de Gilberto Kassab (PSD), e diz que sua campanha de 2010 influencia decisões do governo Dilma.
Pedro S. Malan, O Estado de S. Paulo, 13/05/12
"A austeridade não é uma fatalidade", disse o novo presidente da França no dia de sua vitória, domingo passado. Os gregos, que votaram nesse mesmo dia, parecem estar de acordo, assim como muitos outros europeus. A frase de efeito de François Hollande não é incorreta, mas precisa ser situada no contexto do drama em que se debate a Europa desde 2007.
Rogério Furquim Werneck, O Estado de S. Paulo, 11/05/12
A política macroeconômica voltou a ser pautada pelo voluntarismo. O governo parece convencido de que basta a força de sua vontade para que as mazelas da economia sejam rapidamente corrigidas, uma a uma. O câmbio pode ser tão depreciado quanto se queira; as taxas de juros, reduzidas à vontade; e o crescimento do PIB, acelerado ao sabor das conveniências políticas.
Editorial, O Estado de S. Paulo, 11/05/12
O governo agirá muito bem se evitar qualquer participação, ao lado do Grupo J & F ou de qualquer outro, na compra da Delta Construções, acusada de irregularidades em contratos com o setor público. O risco existe, embora a presidente Dilma Rousseff, segundo fonte do Palácio do Planalto, seja contrária ao envolvimento do governo na operação.
Gesner Oliveira, O Globo, 10/05/12
A conta de telefonia móvel dos brasileiros está entre as mais caras do mundo, mesmo considerando as reduções de preços dos últimos anos e a popularização do serviço - hoje existem mais de 245 milhões de números habilitados no país. O que explica isso?
José Serra, O Estado de S. Paulo, 10/05/12
A moeda única chocou-se com a razão econômica e as possibilidades institucionais. Ela exige união fiscal, plena mobilidade de força de trabalho e de capitais, sistema de seguridade unificado. Numa federação de verdade, os Estados desenvolvem-se de maneira desigual, mas isso não afeta o equilíbrio do sistema porque o poder central faz políticas compensatórias.
Gustavo Müller para eAgora, 10/05/12
Não é exagero de linguagem afirmar que um dos legados do governo Lula foi ter transformado o presidencialismo de coalizão em presidencialismo de corrupção. Como nunca é possível enganar a todos o tempo todo, o governo da presidente Dilma se viu as voltas com o desmoronamento desse esquema de “financiamento público” de máquinas partidárias aliadas ao governo com o objetivo único de sugar os recursos dos ministérios para a manutenção de estruturas de campanhas eleitorais.
Míriam Leitão, O Globo, 10/05/12
O JBS vai fazer agora um grande favor ao governo e um grande negócio, ao mesmo tempo. Até então, o grupo tinha feito grandes negócios com favores do governo. Sua holding J&F vai assumir a Delta, a empreiteira que vive uma cachoeira de acusações e que é a maior nas obras do PAC. Se ela quebrasse, seria um desastre para o governo. Nos últimos anos, o grupo JBS recebeu um suporte financeiro do BNDES de cerca de R$ 13,3 bilhões.
Paul Krugman, O Estado de S. Paulo, 08/05/12
Eleições na França e na Grécia mostram na realidade que os europeus rejeitam a estratégia em curso de tentar sair da crise usando apenas planos que aprofundam a austeridade.