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Mais um

Augusto de Franco, 17/12/05

Mellão é mais um. Mais um que percebe - e que não concorda com - a leniência tucano-prefelista. Vejam o que ele escreveu em artigo no Estado de São Paulo de ontem: “Fosse eu o presidente, agradeceria ao Santíssimo todos os dias por contar com adversários tão tíbios e pusilânimes. Fossem estes os inimigos de Collor, o ex-presidente teria terminado tranqüilamente o seu mandato… “Falta o povo nas ruas”, desculpam-se os líderes oposicionistas. Ora, o povo não sai às ruas espontaneamente. Há que existir alguém, com autoridade moral para tanto, que se disponha a arengar às massas, explicar-lhes a gravidade do que está ocorrendo e conclamá-las a demonstrar a sua insatisfação. Se mantida a atual apatia, a crise será superada com a cassação de Roberto Jefferson, José Dirceu e mais meia dúzia de parlamentares”.


A falta que faz um Lacerda
João Mellão Neto, O Estado de S. Paulo (16/12/05) clipping

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Comentários (11)
Ai de nós em 17/12/05 às 09:59

<>Mellão é mais um. Mais um que percebe - e que não concorda com - a leniência tucano-prefelista.<>
Concordo com a tese segundo a qual precisamos de um empurraozinho prá pôr esse lulla prá fora, mas
talvez esta seja a diferença entre “os inimigos de Collor” e os insatisfeitos, indignados, traídos - o que seja - com ‘Lulla’: estes têm a internet como vávula de escape à decepção e horror, até contra a “conveniente” paralisia oposicionista; aqueles foram às ruas protestar e a oposição apenas atendeu a vontade popular. Outros tempos, outros métodos. 

paulo castellari filho em 17/12/05 às 10:51

O que esta ocorrendo no Brasil é fato que envergonha. O brasileiro demonstra que é mesmo animal que caminha ao abatedouro sem reclamar. Só que somos animais racionais, vendo a barbárie em que vivemos e nos mostramos incapazes de mudar tal situação.

Fosse qualquer outro povo as coisas estariam diferentes há muito tempo. Como povo analfabeto e insensível que somos, também somos incapazes de reagir aos desmandos políticos. Reclamamos que não há segurança no Brasil, mas como fazer um país seguro se colocamos no poder os ladrões e assassinos, se estes estão distribuídos pelos cargos de poder e são eles que mandam no Brasil.

Colômbia, e Venezuela não pagam place para o Brasil em se tratando de corrupção, impunidade, e violência.

É realmente vergonhoso ser brasileiro.

Estou chorando, mas se reagir é  bem capaz de que quem acabe na cadeia seja eu.

Falar e escrever, de nada adianta, nem a mim, nem ao Melão ou a quem quer que seja.

Precisamos de ação

Flávio em 17/12/05 às 11:29

Concordo com o leitor Paulo, se nos revoltarmos de fato,vamos todos para a cadeia.
Não teremos habeas corpus preventivos,nem ministros do STF a zelar por nossos direitos.
Seremos chamados de “reacionários,direitistas, golpistas,anti-progressistas e imperialistas”.
Nenhum jornalista ou ONG irá protestar por nós e assim acabaríamos esquecidos.
Me sinto um otário por ser honesto.
Os deputados legalizaram o dinheiro sujo na quarta-feira e os próximos da fila também se safarão.
Moral da história é: Eduquem seus filhos para que cresçam como bons criminosos, para que assim prosperem bastante!

Gusta em 17/12/05 às 12:50

Concordo com ele. Que falta faz um Lacerda!
Ou, um Judiciário sério e Apolítico!
[url=http://www.alertabrasil.blogspot.com]http://www.alertabrasil.blogspot.com[/url]

pacato cidadão em 17/12/05 às 14:50

“Mesmo nos momentos mais negros da atual crise política, ninguém se levantou sequer para aventar a possibilidade de um impeachment.”
Pelo visto, o Sr. João Mellão, como a maioria dos brasileiros, não viu nem ouviu os repetidos discursos vazios dos Virgílios e Agripinos, frustrados aspirantes lacerdinhas.

nportavoz em 17/12/05 às 18:02

Não concordo com o brilhante articulista João Mellão.
Na minha opinião existem fatores muito diferenciados que abalizam o atual Governo em relação a Collor.
Collor estava absolutamente só.
Não é o caso de Lula.
Apesar do seu desgate claro como demonstram as pesquisas, ainda assim ele, teoricamente, só seria derrotado por José Serra.
Ou seja, Lula ainda detém uma boa parcela ( menor do que antes, é certo) de popularidade e de fidelização do eleitorado.
É esse o temor da oposição.E mais: a parcela ainda favorável a Lula é mais aguerrida e muito mais disposta a ganhar as ruas do que a chamada oposição.
Parece-me que esse é o problema - um cenário politico que não torna o impedimento viável, apesar de juridicamente são obvios os desvios praticados pelo atual Governo.

Alexandre em 17/12/05 às 21:38

Concordo parcialmente com Mellão, apenas no tocante ao destemido cruzado creio que um Carlos Lacerda seria exagero; para apear um Lula bastaria um Brizola (se vivo fôsse).

Aluizio Amorim em 17/12/05 às 23:54

Este comentário do Mellão está demais de bom. Tão bom que vou reproduzí-lo no meu blog, citando a fonte, é claro. Também vou linkar vcs.

Abraço do
Aluízio Amorim

Sportsman em 18/12/05 às 05:34

É claro que Brizola estaria com Lulla, como esteve com Collor e ao lado de todas as causas más e erradas, entre as quais a degradação e depravação do Rio. Mas não nos desviemos: Mellão para presidente!

Villa em 18/12/05 às 07:02

Augusto,
Não é um comentário do artigo mas só um elogio pelo seu ótimo artigo na FSP.
Um abraço.
Villa.

Swamoro Songhay em 18/12/05 às 12:59

Na realidade o que não deve faltar é a defenestração devida, o troco que deve ser dado em Outubro de 2006 a todos, sem exceção, infelizmente. Deixem o Lacerda em paz. Parece que o passado e crises não logram ensinar nada a ninguém.

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