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O custo Banco Central

Luiz Carlos Mendonça de Barros, Folha de S. Paulo, 13/01/06

Por várias vezes nesta coluna tenho criticado a forma como o Banco Central e a Secretaria do Tesouro vêm administrando a dívida pública interna nos últimos dois anos. “A ânsia de eliminar a qualquer custo a correção cambial dos títulos emitidos em reais”, dizia eu, “vai provocar um custo adicional desnecessário para o Tesouro, e por conseqüência, para todos nós, brasileiros.”

A redução da parcela da dívida mobiliária interna indexada à variação da cotação do dólar, herdada da crise de confiança que atingiu nossa economia entre 2002 e 2003, era uma medida sensata naquele momento. Mas o compromisso formal posterior, sem qualificações, de zerar essa parcela da dívida, no momento em que ficava clara a melhora de nossas condições de solvência externa, era um ato de fundamentalismo ortodoxo. E, como todo ato de fundamentalismo, era uma decisão insensata e que traria problemas no futuro.

O Banco Central tem combatido a tendência de apreciação cambial por meio da colocação dos chamados…

Leia a íntegra aqui.
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