Sobre                        Contato                        Arquivo

A crise é do Lula

Eduardo Graeff, 15/03/09

Há oposicionistas que ainda ficam cheios de dedos para criticar a política econômica de Lula. Talvez porque pensem que ela é “herança bendita” da política de FHC. Dois a zero para Lula, que apanha menos do que deveria enquanto bate sem parar na “herança maldita”.

Paulo Renato Souza, neste post em seu blog, não cai nessa esparrela. Mostra os absurdos da política de juros e aponta o dedo para o responsável maior por ela.

Constantemente Lula vende o peixe de que a política de juros altos foi adotada à sua revelia, jogando toda a culpa nas costas da diretoria do Banco Central. Agora mesmo repete a cantilena e expõe o BC ao furor da opinião pública, ao dizer que o órgão demorou a promover a queda dos juros. A bem da verdade, é bom esclarecer que no Brasil o Banco Central não é autônomo, sua diretoria é nomeada pelo presidente da República, que tem poderes de demiti-la a qualquer momento, se não estiver de acordo com suas decisões. A política monetária do BACEN é a política monetária do governo, para o bem e para o mal. Mas Lula quer ter responsabilidades apenas pelos acertos, como se não tivesse nada a ver com os erros cometidos. É a mesma postura que toma quanto aos equívocos cometidos em relação à política cambial e ao aumento irresponsável dos gastos supérfluos do governo. Para Lula, a culpa sempre é dos outros.

Outros oposicionistas bem que podiam perder a cerimônia e dizer alto e claro: a culpa da crise é do Lula. Se a oposição não disser, quem há de? E se ninguém disser, como o povo vai saber? Acaba colando a mentira deslavada que a culpa da crise é toda do Bush, do FHC, como sempre. Ah, sim: e do Serra!

economia ·
Twittar   Compartilhar   Enviar   Imprimir  

Corrupção de Sarney a Lula

image O ebook Corrupção de Sarney a Lula pode ser baixado gratuitamente em três formatos: PDF (para imprimir), EPUB (para iPad) e MOBI (para Kindle). Uma versão em inglês (capa acima) está a venda na Amazon.com.

Posts recentes


Que onda!

Guilherme Fiúza viu na onda Luíza o fim da opinião pública tal como conhecemos. Pode ser. E daí?

Pesos e medidas

Nelson Breve, que hoje dirige a Empresa Brasileira de Comunicação, já foi mais exigente em matéria de critérios jornalísticos. Em 2006 ele se incomodava com a falta de checagem de informações.

Verniz fino

Em São Paulo, homenageada por Gilberto Kassab, Dilma Rousseff posou de boa moça. Horas depois, em Porto Alegre, deu declarações incompatíveis com a dignidade do seu cargo.

Flor do pântano

A participação secundária de Dilma num escândalo de corrupção no governo do Rio Grande do Sul mostra o mesmo padrão de conduta que ela segue hoje.

Louco amor

"Intelectual gosta, sim, de caipira. Intelectual não gosta é de ladrão!" O desabafo de FHC sobre Quércia, lembrado por Jorge Bastos Moreno, me fez pensar no amor dos intelectuais pelo operário Lula.

Rio alto astral

Os meios de comunicação do Rio, começando pela Globo, jogam para cima a cidade deles. Em São Paulo não há nada parecido. Por que será?

Dedões a mil

Parece que Ruy Castro nunca digitou nem prestou atenção um garoto digitando num celular. Achei um clip para ele ver.

Moscou dançou. Te cuida, Pequim

Jintao está certo sobre o perigo da cultura de massas ocidental, em todo caso. Vacilou, ele pode acabar na ala VIP da platéia de um concerto de rock na Praça da Paz Celestial, como seu colega Vladimir Putin no concerto de Paul MacCartney na Praça Vermelha.

A novela dos caças

Aldo Pereira sugere uma solução mista para a escolha do caça da Força Aérea Brasileira: uma esquadrilha sueca, outra americana. E para a França, nada? Pobre Sarkozy...

De onde vem o novo

Eric Hobsbawn explica por que a velha esquerda ficou de fora dos protestos que varreram o mundo em 2011. O novo motor das revoluções é a classe média, principalmente os jovens estudantes.

À nossa!

A indústria do vinho é uma das boas coisas da globalização. Mais e melhores vinhos, relativamente mais baratos, para nós, plebeus deste planeta.

Bolsa turismo

O real artificialmente valorizado é um verdadeiro programa de transferência de renda - do Brasil para Miami. The New York Times publica flagrantes dessa invasão.

Resposta aos difamadores

Verônica Serra divulgou a nota que transcrevo a seguir, a propósito do mais recente dossiê - este em forma de livro - fabricado contra o PSDB.

De olho na biruta

Beto Richa glosa o mantra do PSDB: "Esses anos todos: comunicação, comunicação é o nosso problema. E não conseguem achar o caminho." Por que será?
Mais posts