A crise é do Lula
Há oposicionistas que ainda ficam cheios de dedos para criticar a política econômica de Lula. Talvez porque pensem que ela é “herança bendita” da política de FHC. Dois a zero para Lula, que apanha menos do que deveria enquanto bate sem parar na “herança maldita”.
Paulo Renato Souza, neste post em seu blog, não cai nessa esparrela. Mostra os absurdos da política de juros e aponta o dedo para o responsável maior por ela.
Constantemente Lula vende o peixe de que a política de juros altos foi adotada à sua revelia, jogando toda a culpa nas costas da diretoria do Banco Central. Agora mesmo repete a cantilena e expõe o BC ao furor da opinião pública, ao dizer que o órgão demorou a promover a queda dos juros. A bem da verdade, é bom esclarecer que no Brasil o Banco Central não é autônomo, sua diretoria é nomeada pelo presidente da República, que tem poderes de demiti-la a qualquer momento, se não estiver de acordo com suas decisões. A política monetária do BACEN é a política monetária do governo, para o bem e para o mal. Mas Lula quer ter responsabilidades apenas pelos acertos, como se não tivesse nada a ver com os erros cometidos. É a mesma postura que toma quanto aos equívocos cometidos em relação à política cambial e ao aumento irresponsável dos gastos supérfluos do governo. Para Lula, a culpa sempre é dos outros.
Outros oposicionistas bem que podiam perder a cerimônia e dizer alto e claro: a culpa da crise é do Lula. Se a oposição não disser, quem há de? E se ninguém disser, como o povo vai saber? Acaba colando a mentira deslavada que a culpa da crise é toda do Bush, do FHC, como sempre. Ah, sim: e do Serra!





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