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A experiência ensina… os outros

Eduardo Graeff, 02/03/11

Os Estados Unidos, pelo jeito, não estão querendo entrar em mais uma guerra no Oriente Médio. Por mais que muita gente pelo mundo, eu inclusive, goste da ideia de alguém tirar do ar a força aérea de Kadafi.

A maioria dos analistas políticos americanos e ingleses que tenho lido parecem entre céticos e cautelosamente otimistas com as chances da democracia na esteira da “primavera árabe”.

Robert Kaplan, num artigo publicado pelo Estadão, prevê que a “primavera” pode gerar democracias capengas nos estados mais consolidados, como Egito e Tunísia, e regimes híbridos e instáveis nos estados mais fracos, como Líbia e Iêmen. E conclui: nesse quadro de poder mais diluído dentro de cada país, a diplomacia americana vai ter dificuldades, mesmo que a presença militar dos Estados Unidos continue importante. Quem vai se dar bem é a Turquia, que consegue conjugar islã e democracia.

Enfim, nada do entusiasmo com “regime change” que foi moda até os Estados Unidos se encalacrarem no Iraque e Afeganistão.

Às vezes parece que a experiência ensina.

Aí me dá uma sensação incômoda que nós, no Brasil, não conseguimos aprender nada e há anos repetimos os mesmos erros políticos.

internacional · democracia, islã, oriente médio
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