À nossa!
Uma empresa holandesa, em parceria com uma universidade sul-africana e a Agência Espacial Européia, desenvolveu um sistema que ajuda a otimizar o aproveitamento da água em vinhedos. A precisão do manejo economiza água e melhora a qualidade do vinho.
A imagem de satélite acima, mostrando as regiões produtoras de vinho da África do Sul, é do site da WaterWatch.
A indústria do vinho é uma das boas coisas da globalização. Ou, talvez melhor, da “glocalização”, como diz Augusto de Franco.
Recuperei uma reportagem sobre isso, The globe in a glass, que The Economist publicou no fim de 1999. Ela começa com uma boa piada que a baronesa Philippine de Rothschild gostava de contar para os convidados no seu château em Bordeaux: “Fazer vinho é realmente um negócio muito simples. O difícil é só os primeiros 200 anos”.
Não mais. Terra boa, água e sol abundantes, tecnologia de ponta e cadeias internacionais de produção e comercialização espalharam a cultura do vinho pelo mundo. Os melhores vinhos do novo mundo são tão bons ou melhores que os do velho mundo. A primeira vez que um vinho da Califórnia bateu os franceses numa degustação às cegas em Paris, em 1976, foi um espanto. Hoje ninguém se espanta tanto quando uma nova vinícola ou uma nova região produtora entram rachando no mercado.
Resultado: mais e melhores vinhos, relativamente mais baratos. Quem pode ser contra isso? Talvez os franceses, um pouco…
Nós, plebeus do mundo, temos mais é que brindar a isso. Com um bom espumante brasileiro, quem sabe, da serra gaúcha ou - ok, sem bairrismo - do vale do São Francisco.
Viva a globalização!






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