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Aiatolás de saia justa

Eduardo Graeff, 15/02/11

Parece que o peso do fundamentalismo religioso na revolta contra Hosni Mubarak foi superestimado inicialmente.

Observadores qualificados no Ocidente se equivocaram nisso. Mas não só eles. Os aiatolás do Irã também. Agora estão tendo que reprimir um começo de revolta de jovens iranianos que apoiam o Egito e se inspiram nele para questionar os seus auto(teo)cratas.

No The New York Times de hoje:

A agitação foi um forte constrangimento para os líderes iranianos, que buscaram pintar a derrubada de dois governantes seculares, Zine e-Abidine Ben Ali na Tunísia e Hosni Mubarak no Egito, como uma vitória do apoio popular ao Islã no mundo árabe.

Não quer dizer que a Irmandade Muçulmana não possa tomar a frente dos acontecimentos no Egito. Francamente, não faço ideia se isso é provável ou possível.

Mas que a inspiração original do movimento foi basicamente secular e - valha-nos Deus! - liberal, parece que foi.

internacional · egito, fundamentalismo religioso, irã, liberalismo
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