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Antes da próxima tragédia

Eduardo Graeff, 18/01/11

Alguém aí sabe quantas pessoas moram em áreas de risco pelo Brasil? E onde ficam essas áreas?

Buscando por alto na internet não achei resposta para essas perguntas.

O primeiro passo para resolver um problema é saber seu tamanho.

Dar alternativa melhor para os moradores de áreas de risco pode custar caro e demorar. Mapeá-las tem que ser relativamente mais rápido e barato.

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP concluiu no fim do ano passado o mapeamento das áreas de risco no município de São Paulo.

Para estender isso pelo Brasil, o governo federal poderia começar juntando duas pontas:

- financiar projetos de sensoramento remoto de universidades e centros de pesquisa federais;

- condicionar o financiamento de projetos de habitação e infraestrutura urbana à apresentação de levantamento das áreas de risco pelas prefeituras interessadas.

Cruzando essas duas fontes, deve dar para obter um mapa razoavelmente preciso e identificar prioridades em função do grau de risco das áreas.

Dando a devida publicidade ao mapa atualizado, pelo menos se evita que o problema volte a ficar invisível até a próxima tragédia.

Com os dados na mão, fazer, por exemplo, uma camada do Google Mapas com as áreas de risco deve ser fácil.

cidades · área de risco, habitação
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