Bibliotecas virtuais
De Bernardo Sorj:
O Centro Edelstein de Pesquisas Sociais acaba de lançar um portal de entrada para as várias bibliotecas virtuais de acesso gratuito que desenvolve individualmente ou em parceria com outras instituições (www.bvce.org). Em particular gostaríamos de assinalar a criação da biblioteca virtual de livros brasileiros de ciências sociais, que disponibiliza livros já publicados que se encontram esgotados e os direitos autorais retornaram aos autores, ou seus direitos autorais ainda se encontram em mãos das editoras, mas estas autorizaram a colocação no site. Já estão disponíveis na biblioteca 60 livros que foram digitados e reeditados para facilitar o processo de leitura e impressão. Gostaríamos de poder contar com sua contribuição e envio de seus livros para formar parte do acervo da biblioteca (ver instruções em www.bvce.org).
Informamos que acabamos de lançar a biblioteca virtual sobre a Sociedade da Informação, que inclui 9.000 textos, em várias línguas: http://www.bvce.org. Igualmente seguimos trabalhando em parceria com a ScieLo na tradução de revistas latino-americanas para o inglês socialsciences.scielo.org/ e na expansão da biblioteca virtual sobre a Democracia na América Latina, que conta com mais de 8.000 artigos e dezenas de vídeos como parte do Projeto Plataforma Democrática (www.plataformademocratica.org).
Abraços,
Bernardo Sorj
Centro Edelstein de Pesquisas Sociais
www.centroedelstein.org.br





O ebook Corrupção de Sarney a Lula pode ser baixado gratuitamente em três formatos: 
Ministério da Cultura dá aos grandes e esquece dos pequenos
No segundo semestre do ano passado o Ministério da Cultura lançou o edital para Periódicos de Conteúdo Cultural.
Não sei se revistas literárias como Babel (Santos), Ontem choveu no futuro (Campo Grande), Entretanto (Recife), Polichinelo (Belém), revistas pequenas e de grande qualidade, foram inscritas. A Coyote foi.
Esta semana saiu o resultado. Os vencedores: Rolling Stone (que tem na capa da edição de março o apresentador do Big Brother Brasil, Pedro Bial), levou Cr$ 524 mil. A Cult, R$ 504 mil, a Brasileiros, R$ 441 mil e a Piauí, R$ 399 mil.
De um lado, revistas comerciais, de mercado, que se sustentam com vendas e anúncios.
De outro, revistas de pequena estrutura, sem a menor chance de sobrevivência na rapina do mercado e que realmente veiculam conteúdos altamente culturais.
Como a distinta platéia sabe, revistas literárias no Brasil, desde o tempo da Klaxon (dos modernistas),da Revista de Antropofagia (de Oswald de Andrade), e da Joaquim (de Dalton Trevisan), têm vida breve. Apesar da qualidade (internacional!) morrem a míngua pela falta de recursos.
E o Ministério da Cultura, contrariando todo o seu discurso, preferiu injetar recursos nas revistas de mercado e virar as costas para as revistas literárias, de pequena ou nenhuma estrutura, feitas invariavelmente por poetas e escritores, que publicam o que há de melhor e mais radical na literatura brasileira, e que lutam heroicamente para se manterem vivas.
Nos discursos, a equipe ministerial até já não se esquece de incluir a literatura quando fala de políticas públicas para a cultura. Na prática, continua cagando e andando para os escritores.
http://zonabranca.blog.uol.com.br/arch2010-03-28_2010-04-03.html#2010_04-01_11_59_42-2503858-0