Caça ao dissidente
Li por alto as notícias que Julian Assange, do Wikileaks, está sendo procurado pela Interpol por estupro. Pensei: paladino da transparência e estuprador? Esquisito…
Hoje li que não é isso: Assange foi acusado de fazer sexo sem camisinha, o que uma lei muito peculiar da Suécia permite enquadrar como crime. Segui a notícia por uns três sites até este post do Washington’s Blog.
O que há, parece, é o de sempre: uma furiosa caça ao dissidente pelos governos de algumas das grandes democracias cujas credenciais democráticas aparecem mal na foto dos e-mails vazados pelo Wikileaks.
Gostei deste artigo de Ryan Gallagher (não o pop star, suponho) sobre o cablegate:
Wikileaks: the truth is not treason - openDemocracy
Tentei agora e não consegui acessar http://www.wikileaks.org. Aparentemente foi derrubado.
Consegui acessar http://www.wikileaks.ch.
E a Grande Muralha virtual da China, hein? Cadê a superioridade moral dos governos democráticos?
Jogando lama em Assange para tentar desacreditar o Wikileaks, acabam provando que ele está certo: as grandes democracias podem ser grandes, no sentido de poderosas, mas na hora da verdade não são tão democráticas quanto se acham.





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