Chávez fecha o cerco sobre a imprensa
A liberdade de imprensa vai pelo mesmo caminho da independência da justiça na Venezuela de Hugo Chávez: de mal a pior.
Andreina Flores, correspondente da Rádio França Internacional em Caracas, descreve neste artigo o cerco aos meios de comunicação que teimam em publicar informação e opinião desfavoráveis ao “socialismo bolivariano”.
Muitas coletivas de imprensa são filtradas e se deixam de fora os veículos que são críticos ao governo. Já vi várias vezes como o canal Globovisión - conhecido por se opor abertamente a Hugo Chávez - teve acesso negado ao Palácio do Governo ou à Chancelaria, por exemplo. Agora acabam de impor-lhe uma multa de mais de 2 milhões de dólares por considerar que sua cobertura incentiva a violência e produz intranquilidade, como se as dezenas de mortos e as atrocidades que vivemos diariamente na Venezuela fossem uma invenção dos meios de comunicação.
“Prostituta da comunicação”, “mercenária”, “vendida”, “cuidado que vamos te fuzilar, cadela”, são alguns insultos que Flores já ouviu de partidários de Chávez pela ousadia de tentar exercer sua profissão com independência.
Qualquer semelhança com as agressões a jornalistas no Brasil por amigos e companheiros de Lula não é mera coincidência.
Em tempo: El País reuniu nesta página videos com os “melhores momentos” de Chávez contra a imprensa.





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