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De onde vem o novo

Eduardo Graeff, 01/01/12

Eric Hobsbawn, em entrevista à BBC republicada pelo Estadão, explica por que a velha esquerda ficou de fora dos protestos que varreram o mundo em 2011.

“A esquerda tradicional estava orientada para um tipo de sociedade que já não existe mais ou está deixando de existir. Acreditava-se sobretudo no movimento operário como o grande responsável pelo futuro. Bem, nos desindustrializamos e isso já não é possível”, destaca o historiador.

“As mobilizações de massa mais efetivas hoje são aquelas que começam em meio a uma classe média moderna e em particular em um grupo grande de estudantes. São mais efetivos em países onde, demograficamente, os jovens são mais numerosos”.

No Brasil não é diferente. A esquerda lulista-petista e suas bases sindicalistas-corporativistas envelhecem. A mensagem da oposição democrática tem terreno fértil entre a classe média e os jovens. Falta organização - e mais convicção - para semear.

ideias · classe média, juventude, revolução
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