
O ebook Corrupção de Sarney a Lula pode ser baixado gratuitamente em três formatos:
PDF (para imprimir),
EPUB (para iPad) e
MOBI (para Kindle). Uma versão em inglês (capa acima) está a venda na
Amazon.com.
O Brasil não precisa deixar a captura do estado ir tão longe. O caso Cachoeira poderia ser o sinal de alarme para um pacto contra a corrupção política e o crime organizado.
O PSDB precisa resolver: ou defende claramente o governador Marconi Perillo, ou admite claramente que não tem condições de defende-lo.
Não tem como negar: a atual presidente e os ex, todos eles, estão bem na foto da instalação da Comissão da Verdade.
Os deputados não devem, na pressa, perder a oportunidade de ouvir mais quem entende do assunto e corrigir as falhas do projeto.
Sobre a concessão do Prêmio Kluge a FHC: "Não só é a primeira pessoa com uma carreira política pessoal relevante a ganhar este prêmio, como é também um representante acabado do que chamamos cientista social. Se quiser fazer uma comparação americana, ele é como Jefferson".
Opinão d'O Globo: "É necessário averiguar os vestígios de interferência política na compra da Delta pelo JBS".
As suspeitas sobre os dois governadores são parecidas: ligações impróprias com Carlos Cachoeira. O tratamento editorial da Folha varia. Um governador, de Goiás, é "tucano". O outro, petista, é "do DF".
A Virada Cultural paulistana foi um desastre e o Viradão Carioca um sucesso, segundo O Globo. Não sei se vou para o Rio na próxima virada ou assino outro jornal.
Como a nota não cita fonte, nunca se sabe... Espero que não seja verdadeira. Se o PSDB se deixar enquadrar desse jeito, já era.
Posso acreditar que a razão venha nos salvar das formas endêmicas de violência. Se não é verdade, é bem sacado. Os homicídios estão mesmo em queda em São Paulo e até no Rio de Janeiro. Podem muito bem continuar a diminuir no planeta.
Governadores e prefeitos fariam melhor de não esperar sentados pela próxima onda de greves dos funcionários em geral e ameaças de motim da polícia.
Para quem acredita em alma, o feto que não tem cérebro deve ser protegido mesmo assim porque tem alma.
"Hegemonia", na língua do PT, é isso: a pretensão de reescrever numa penada o dicionário e a história do Brasil.
Tomando nota: três tendências ou fatos que devem ter forte impacto sobre o equilíbrio do mundo até 2020.
A oposição tem que se fazer presente desde já. A primeira tarefa é desconstruir o mito Lula. O presidente disse que vai registrar em cartório os seus feitos. É interessante lembrar que ele (e o PT) foram contra o plano REAL, a Lei de Responsabilidade fiscal, o bolsa-escola, etc…Esses não feitos a oposição precisa alardear comprando espaço na mídia.
A responsabilidade fiscal já era. Morreu. Acorda, PSDB!
Superávit primário: descanse em paz
Valor Econômico – 28 de outubro de 2010
Conceito assombra aqueles que detestam o termo ‘responsabilidade fiscal’.
Superávit primário: descanse em paz
Mansueto Almeida
Aproveitou-se a capitalização da Petrobras para, mais uma vez, modificar o resultado do primário
Na prática, o que aconteceu foi que o Tesouro Nacional vendeu a cessão onerosa de exploração de petróleo para Petrobras, BNDES e Fundo Soberano, conseguindo uma receita de R$ 74,8 bilhões, e capitalizou a Petrobras em R$ 42,9 bilhões, ficando com um saldo de R$ 31,9 bilhões que se transformou em “superávit primário”.
Esse “saldo” poderá ser utilizado para qualquer coisa. Ou seja, esse novo “superávit primário” pode tanto ajudar o alcance da meta de 3,30% do PIB deste ano e, portanto, cobrir gastos que já foram efetuados, ou um eventual excesso em relação à meta atual pode ser carregado para o próximo ano para que seja abatido integralmente da meta do primário de 2011, como permitido pelo Art. 3º da LDO. O superávit primário morreu e talvez fosse melhor passarmos a ter metas para a poupança pública, que é um conceito que exclui os gastos de investimento. Mas se você ainda acredita na relevância do conceito de superávit primário depois deste artigo, por favor, poderia me enviar o endereço do Papai Noel?
Continua:
http://mansueto.wordpress.com/2010/10/28/superavit-primario-descanse-em-paz/
Contabilidade criativa e autoengano
É arriscado escrever algo sobre o assunto depois que Mansueto Almeida descreveu nestas páginas as exéquias do superávit primário, mas neste caso a indignação supera o receio da comparação com o excelente artigo publicado há uma semana. Refiro-me, é claro, à divulgação do desempenho fiscal do governo federal em setembro, que, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, teria registrado saldo pouco superior a R$ 26 bilhões, constituindo-se assim no maior da série histórica iniciada em 1997.
Continua:
http://maovisivel.blogspot.com/2010/11/contabilidade-criativa-e-autoengano.html
A responsabilidade fiscal já era mesmo, Paulo. O segundo governo Lula, deste ponto de vista, passou longe de ser o quarto governo FHC.
O engraçado é que os analistas do mercado financeiro continuam fazendo de conta que acreditam que a responsabilidade fiscal vai muito bem obrigado, e que vai continuar bem com Dilma.
Caro
O que ainda me espanta é o silêncio do jornalismo econômico a respeito da gravidade dessa situação. Uma hora essa conta vai chegar e, mais uma vez, seremos nós, os contribuintes, os pagadores dos mau-feitos do governo. Na campanha, os candidatos foram unanimes no reconhecimento da alta carga tributária. Finda a campanha, o que se discute agora é se a CPMF deve voltar.
Trabalhei em outubro deste ano com alunos adultos em São Paulo, capital, com baixa escolaridade em curso noturno. Eles aprenderam o que é PIB, carga tributária (direta e indireta) e divida pública. No senso comum desses alunos estava clara a ideia (não nestes termos) de que o Estado não produz riqueza, mas expropria parte dela com a cobrança de impostos, e que os serviços públicos são ruins ou deficitários. O que eles não sabiam era o peso da tributação indireta nos rendimentos deles. Enfim, eles entenderam muito bem a relação da carga tributária com o PIB e que o governo não pode gastar além do arrecada (que é muito) e emitir dívida para continuar gastando mal.
Fiz essas contas, utilizando com eles o excelente material disponibilizado pelo IBPT.
Exemplos:
Você sabe quantos dias do ano o brasileiro trabalha para pagar impostos?
Em 2010 a cobrança total de impostos no Brasil pode chegar a R$ 1.000.300.000.000,00 (um trilhão e trezentos milhões de reais). O equivalente a 8.406 Megas Senas (R$ 119 milhões)
Em 2010 o brasileiro irá trabalhar em média 147 dias por ano para pagar impostos. Isso quer dizer que em um ano de trabalho o brasileiro paga em impostos o que ganhou em 5 meses.
Na década de 1970 o brasileiro trabalhava em média 76 dias por ano para pagar impostos. Isto é, pouco mais de 2 meses no ano.
Conclusão
1. Desde os anos de 1970 até 2010 passaram 40 anos. Portanto, nesse período de 40 anos os dias de trabalho que o brasileiro pagava em imposto passaram de 76 dias para 147 dias no ano.
2. No Brasil o governo cobra impostos de primeiro mundo, mas o retorno de benefícios como saúde, segurança, educação, saneamento básico (esgotos) para a população acontece como em um país de terceiro mundo.
3. Em comparação com outros países, os cidadãos brasileiros estão entre os que mais pagam impostos no mundo, perdendo apenas para a Suécia (185 dias) e a França (149 dias). Estes são números de dias em alguns países: Espanha (137 dias), EUA (102 dias), Argentina (97 dias), Chile (92 dias) e México (91 dias).
Você sabe o que é o impostômetro?
Não temos uma ideia clara a respeito de quanto o governo recebe de impostos. Então surgiu a ideia de criar o impostômetro, que é uma espécie de velocímetro que mostra a todo momento o imposto que está sendo cobrado pelo governo. Ou seja, é um tipo de contador para o quanto que o governo está recebendo de dinheiro público. O impostômetro fica na Rua da Boa Vista nº 51, no centro de São Paulo, e é mantido pela Associação Comercial de SP.
http://www.contribuintecidadao.org.br/
Tabela que mostra os impostos de alguns presentes do Dia das Crianças:
Tributação sobre brinquedos
Produto % de tributos
Aparelho de som 36,80
Aparelho MP3 ou IPod 49,45
Bicicleta 45,93
Bola de Futebol 46,49
Brinquedos em geral 34,30
CD 37,88
Coelho de Pelúcia 29,92
Computador acima de RS 3 mil 31,61
Computador até RS 3 mil 24,30
Livros 15,52
Patins 52,78
Ptaystation 72,18
Roupas 34,67
Telefone celular 39,80
Violão 38,77
Fonte:http://www.ibpt.com.br/home/publicacao.view.php?publicacao_id=13872&PHPSESSID=f4cfcd1df14599406420132a04faf3d2
Fonte: IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário
Entidade criada em 11/12/92, cujo objetivo é a difusão de sistemas de economia legal de impostos; divulgação científica do tema; estudo de informações técnicas para a apuração e comparação da carga tributária individual e dos diversos setores da economia; e análise dos dados oficiais sobre os tributos cobrados no Brasil. http://www.ibpt.com.br
No site há uma “calculadora do imposto” que utilizei com os alunos cujos rendimentos estão fora da tabela de tributação da Receita Federal. A calculadora mostrou quanto eles pagam via impostos. Ela é, basicamente, um programa on line. Nos campos “em branco” são lançados os valores referidos a Rendimentos; Supermercado; Luz, Telefone, Água e Gás; Vestuário; Transporte; Saúde; Educação; Outros.
Preenchidos os campos, obtém-se um resultado, que é uma estimativa baseada na média das alíquotas dos principais tributos incidentes sobre renda, consumo e patrimônio. Muito instrutivo. Para os alunos, a média incidente ficou entre 30% e 35% do salário que cada um recebe. A revolta foi geral.
A metodologia adotada na Calculadora do Imposto foi desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Como acessar para calcular
http://www.ibpt.com.br/olhoImposto/
Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário
Entidade criada em 11/12/92, cujo objetivo é a difusão de sistemas de economia legal de impostos; divulgação científica do tema; estudo de informações técnicas para a apuração e comparação da carga tributária individual e dos diversos setores da economia; e análise dos dados oficiais sobre os tributos cobrados no Brasil.
Fixamos a noção fundamental de que a cidadania está em relação direta com a condição de indivíduos contribuintes. Se vou a um posto de saúde, tenho o
direito de receber atendimento, pois eu pago regiamente ao governo para isso. Mostrei que nessa situação exemplar quem é “empregado” vira “patrão”. Isto é, os
contribuintes são os pagadores dos salários dos funcionários do Estado.
Por que eu não vi isso exposto didaticamente pelo candidato Serra durante a campanha? Isso, tenho certeza, provocaria positivante os eleitores. Isso mostraria de modo claro a perversidade desse modelo de “Brasil que está dando certo”.
Desculpem o horrível “maus-feitos”. O correto é “malfeitos”.