Divisor de águas
Os Estados Unidos querem que a China entre em campo para baixar a bola da Coréia do Norte, deu The New York Times:
O almirante Mike Mullen, chefe do Estado Maior Conjunto, exortou a China a agir, dizendo que Pequim é “absolutamente crítico” para o esforço internacional para fazer a Coréia do Norte parar com suas provocações militares. “É muito importante que a China tome a frente”, disse o almirante na quarta-feira no programa “The View”, da rede ABC de televisão. “O único país que tem influência sobre Pyongyang é a China”.
Se me lembro, os Estados Unidos já buscaram apoio da China em outras crises internacionais recentes (Afganistão, Irã). Mas é a primeira vez que vejo pedirem ajuda nesses termos. Parece o reconhecimento mais enfático até agora da condição de superpotência da China.
Com a Europa introvertida, remoendo a crise econômica, este episódio pode marcar o momento em que o mundo ficou novamente bi-polar em termos geopolíticos, com a China no lugar da União Soviética.
Não sei se isso é uma boa notícia para o mundo. Duvido que alguém saiba. Os próprios chineses parecem vacilar entre o orgulho nacional e o medo das responsabilidades de seu novo status.
Para o Brasil, em todo caso, o novo equilíbrio global traz oportunidades - que têm sido em boa medida desperdiçadas pelo terceiro-mundismo e anti-americanismo anacrônicos de Lula e seus chanceleres.





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Não é isso. Em grande parte, a única coisa que sustenta a Coréia do Norte é apoio dos chineses. Sem o apoio de Beijing, o regime nortecoreano cairia em três tempos.