E segue o baile
Em cinco meses, quase R$17 bilhões de perda de arrecadação. Se antes disso pudesse ter dúvida, agora o governo Lula sabe que o inchaço do gasto de pessoal que promoveu é insustentável.
O ministro do Planejamento quer adiar o aumento salarial previsto para julho. Cada mes de adiamento é R$1 bilhão a menos de gasto. Seria a coisa certa a fazer, mas… No Estadão:
Falta saber se o presidente da República terá disposição para recorrer a esse expediente. O problema não é administrativo nem legal, mas estritamente político. Não faz parte da tradição petista enfrentar com firmeza o descontentamento do funcionalismo ou de categorias de servidores. O serviço público é um importante componente da base eleitoral do presidente Lula. Em geral os funcionários fazem prevalecer seus interesses, quando há conflito, e não perdem sequer a remuneração dos dias de greve. Tendo em seu ativo uma série de aumentos ao funcionalismo, o presidente da República talvez até possa tentar um entendimento com os empregados do setor público. O momento é pouco propício a esse tipo de manobra, com a campanha para a eleição de 2010 já na rua, há meses, por iniciativa do governo.
Já vi esse filme. Lembram quando o Plano Cruzado começou a fazer água? Levaram uma proposta de corte de gastos para o então presidente José Sarney. Ele preferiu contemporizar.
Lula e Sarney: tudo a ver? Não sei. Mas que alguma coisa eles têm em comum…





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