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Eclipse

Eduardo Graeff, 28/11/10

Pelas contas de Lauro Jardim, faz 28 dias que Dilma Rousseff quase não aparece em público. Nem para falar da composição do seu governo, nem para mostrar solidariedade ao povo do Rio de Janeiro.

O receio dos aliados é que se enfurnar no Palácio do Planalto, dando pouca importância ao simbólico das aparições públicas (sempre seguidas de declarações), afete sua popularidade.

Para o bem ou para o mal, o chefe do executivo hoje é obrigado a estar com a cara todos os dias (ou pelo menos quase todos) na TV ou na internet. Não é só Lula que fez e faz isso. José Serra fez isso quando prefeito e governador de São Paulo. Sérgio Cabral faz isso (mesmo quando o Rio está em paz). É, pois, uma necessidade suprapartidária

Ainda é cedo para cravar o estilo Dilma de governar. Mas os primeiros 28 dias depois de eleita só ajudaram a aumentar as evidências de que ela não é afeita à exposição à luz.

Se ela ficar mesmo enfurnada, o povo com certeza vai estranhar.

Aparecer tanto quanto Lula ela não conseguiria, claro.

Mas se ela mostrar a cara, em todo caso, o povo não vai estranhar ainda mais?

política · dilma rousseff, opinião pública
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