Sobre                        Contato                        Arquivo

Essa laranja pode dar laranjada?

Eduardo Graeff, 29/11/10

Dilma Rousseff está resignada, segundo Ricardo Noblat.

Em conversa com os poucos amigos que tem, Dilma admitiu que a transição entre o governo Lula e o dela não terminará no dia de sua posse em 1º de janeiro. Num cálculo otimista, imagina que ela se arrastará durante um ano ou pouco mais. Quer dizer: só lá para 2012 Dilma poderá vir a ter um governo para chamar de seu.

Enquanto isso, só dá indicados de Lula entre os nomes anunciados até agora: Guido Mantega, Antonio Palocci, Gilberto Carvalho, Míriam Belchior, Marco Aurélio Garcia. Ainda não confirmados: Nelson Jobim e Fernando Haddad.

Fraqueza ou bom senso da presidente eleita, pergunta Noblat?

Eu apostaria em bom senso. Ou resignação, que é bom senso diante da falta de alternativas.

Para a oposição, tanto faz o que vai na cabeça de Dilma.

Objetivamente, Lula é o governo. Ou a oposição, ainda que tarde, aprende a se opor a ele, ou vai jogar fora seus mais de 40 milhões de votos.

política · equipe de governo, lula, oposição, psdb
Twittar   Compartilhar   Enviar   Imprimir  
Comentários anteriores (1)
Dawran Numida em 29/11/10 às 16:32

O pior é que não precisam aprender nada. Políticos o foram e o são a vida inteira. Pouco importa se será Lula ou Dilma. Oposição é oposição. Ao que parece, não querem fazer oposição. Mesmo depois de saber que não eram só 5% de ruim e péssimo ao governo. Mais de 40 milhões de votos incapazes de sensibilizar alguém a fazer oposição é um pouco demais.

Página 1 de 1

Corrupção de Sarney a Lula

image O ebook Corrupção de Sarney a Lula pode ser baixado gratuitamente em três formatos: PDF (para imprimir), EPUB (para iPad) e MOBI (para Kindle). Uma versão em inglês (capa acima) está a venda na Amazon.com.

Posts recentes


Olho no México

O Brasil não precisa deixar a captura do estado ir tão longe. O caso Cachoeira poderia ser o sinal de alarme para um pacto contra a corrupção política e o crime organizado.

Deixem o governador falar

O PSDB precisa resolver: ou defende claramente o governador Marconi Perillo, ou admite claramente que não tem condições de defende-lo.

Bem na foto

Não tem como negar: a atual presidente e os ex, todos eles, estão bem na foto da instalação da Comissão da Verdade.

Problemas na “Lei Dieckmann”

Os deputados não devem, na pressa, perder a oportunidade de ouvir mais quem entende do assunto e corrigir as falhas do projeto.

FHC e Jefferson

Sobre a concessão do Prêmio Kluge a FHC: "Não só é a primeira pessoa com uma carreira política pessoal relevante a ganhar este prêmio, como é também um representante acabado do que chamamos cientista social. Se quiser fazer uma comparação americana, ele é como Jefferson".

Salvo pelo BNDES

Opinão d'O Globo: "É necessário averiguar os vestígios de interferência política na compra da Delta pelo JBS".

Não dá para não ler

As suspeitas sobre os dois governadores são parecidas: ligações impróprias com Carlos Cachoeira. O tratamento editorial da Folha varia. Um governador, de Goiás, é "tucano". O outro, petista, é "do DF".

Para não dizer que eu não falei da Globo

A Virada Cultural paulistana foi um desastre e o Viradão Carioca um sucesso, segundo O Globo. Não sei se vou para o Rio na próxima virada ou assino outro jornal.

Quem merece essa jurisprudência?

Como a nota não cita fonte, nunca se sabe... Espero que não seja verdadeira. Se o PSDB se deixar enquadrar desse jeito, já era.

Mais inteligentes, menos violentos

Posso acreditar que a razão venha nos salvar das formas endêmicas de violência. Se não é verdade, é bem sacado. Os homicídios estão mesmo em queda em São Paulo e até no Rio de Janeiro. Podem muito bem continuar a diminuir no planeta.

Mais herança maldita

Governadores e prefeitos fariam melhor de não esperar sentados pela próxima onda de greves dos funcionários em geral e ameaças de motim da polícia.

Brecha na proibição do aborto

Para quem acredita em alma, o feto que não tem cérebro deve ser protegido mesmo assim porque tem alma.

A língua do PT

"Hegemonia", na língua do PT, é isso: a pretensão de reescrever numa penada o dicionário e a história do Brasil.

Até 2020

Tomando nota: três tendências ou fatos que devem ter forte impacto sobre o equilíbrio do mundo até 2020.
Mais posts