Genérico do crime
Ontem escrevi aqui: “a sede do crime organizado em geral no Brasil é o Estado”.
Eu mesmo me perguntei se não estava sendo alarmista. Receio que não.
Hoje, no Estadão, o delegado Jorge Barbosa Pontes expõe o problema mais ou menos nos mesmos termos:
A lógica é de uma simplicidade cruel: o crime só chegou ao ponto a que chegou no Rio de Janeiro - e em outras capitais do País - por causa da corrupção.
A corrupção de agentes públicos é um flagelo muito mais destrutivo do que o tráfico de drogas nos morros, até porque um levou ao outro e um alimenta o outro, numa espiral simbiótica. A corrupção, uma espécie de vírus HIV da sociedade, é, sobretudo, um delito de suporte, de natureza generalista, que a deixa vulnerável, adaptando-se e garantindo a perpetração de delitos de toda sorte.
O delegado pede fortalecimento das corregedorias da polícia, entre outras medidas. Conclui: “Com a bola, o Congresso Nacional”.
Mas “bola” e “Congresso” não soam como uma rima nem como uma solução nestes dias.
O PT e associados aplaudem José Dirceu em sua cruzada anti-moralista…
E o Supremo Tribunal Federal ainda rumina se vai ou não cortar as asas do Conselho Nacional de Justiça, enquanto as corregedorias estaduais sentam em cima de processos contra juízes suspeitos.





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