Governo fracassa em acordos de comércio
Ações de promoção comercial são elogiadas
No comércio exterior, uma das poucas ações do governo Lula que ganha elogios dos empresários é a promoção comercial. Além das viagens do presidente com comitivas empresariais, o setor privado destaca os convênios da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Com esses recursos, o governo financia parte do esforço exportador privado.
“Não tem influência política no trabalho da Apex. É a entidade setorial que define as prioridades de exportação”, garante o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), Franco Pallamolla.
O setor elevou as exportações de US$250 milhões para US$550 milhões em dois anos depois do convênio com a Apex. Os equipamentos médicos e hospitalares respondem por um déficit expressivo na balança comercial brasileira: US$2,7 bilhões.
“Se eu tiver um direcionamento político, o setor não tem resultado”, disse o presidente da Apex, Alessandro Teixeira. “Fizemos uma revolução silenciosa dentro da Apex. Temos uma gestão por resultados”, completou.
A Apex surgiu no governo Fernando Henrique, mas estava vinculada ao Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae). Em 2003, ganhou autonomia. Na época, atendia 35 setores. Até o fim do ano, a Apex pretende trabalhar com 80 setores, 12 mil empresas e realizar 900 eventos.
Mais funcionários. Teixeira garante que o orçamento da agência cresceu pouco: saiu de R$200 milhões em 2003 para R$230 milhões em 2009. Mesmo assim, o governo investiu pesado na entidade: o número de funcionários saiu de 40 em 2003 para 200 hoje.
A Apex ganhou até uma nova sede com mobília 100% nacional, parte doada pelos empresários. Os projetos da Apex tem impacto de 16,82% nas exportações brasileiras.





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