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Grupo faz novo protesto e pede libertação de presos em Cuba

O Globo, 17/03/10

MÃES E MULHERES

Reuters

HAVANA - As Damas de Branco, um grupo de mães e mulheres de presos políticos cubanos, realizaram nesta terça-feira um segundo dia de protestos para pedir a libertação de seus familiares e o respeito aos direitos humanos em Cuba, com uma marcha repudiada por cerca de 150 partidários do governo.

O protesto de cerca de 22 mulheres coincide com o sétimo aniversário da chamada “Primavera Negra”, de março de 2003, quando o governo condenou 75 opositores em julgamentos sumaríssimos a penas de entre 6 e 28 anos de prisão.

( Dissidente cubano em greve de fome passa mal em casa e é atendido por enfermeira )

“Liberdade, liberdade!”, exclamou o grupo de mulheres de oposição, levando em sua mão direita uma flor na frente da sede dos jornalistas cubanos em Havana.

Imediatamente, porém, começaram a receber o repúdio verbal de aproximadamente uma centena de cubanos nas ruas de Havana ante o olhar de agentes do governo que, vestidos à paisana, evitaram os enfrentamentos físicos entre partidários do sistema comunista e as Damas de Branco.

( Médicos tentam convencer dissidente cubano Guillermo Fariñas a aceitar alimentação intravenosa após 17 dias de greve de fome )

“Viva Fidel! Viva Raúl! A rua é da revolução!”, foram alguns dos bordões de um grupo de cubanos seguidores do governo.

Um homem não identificado com uma camiseta negra, aparentemente opositor, foi empurrado e detido pelos agentes cubanos pouco antes de as mulheres chegarem à casa de Laura Pollán, líder das Damas de Branco, em um bairro no centro de Havana.

Pollán disse que esta semana haverá marchas todos os dias.

- O que aconteceu hoje (terça) foi o mesmo de sempre quando turbas do governo nos repudiam, mas nós continuamos gritando liberdade e Zapata vive - disse por telefone Alejandrina García, esposa de Diosdado González, condenado a 20 anos de prisão durante a “Primavera Negra”.

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