Sobre                        Contato                        Arquivo

Há quem pague o mico

Eduardo Graeff, 04/03/11

Fiquei chateado com o mico que a London School of Economics está pagando pela ligação com Kadafi.

Se eu fosse fazer um doutorado (passei do tempo), a LSE seria provavelmente minha primeira opção.

Ontem o diretor da escola, Howard Davies, pediu desculpas e se demitiu por causa de dois erros, segundo ele mesmo: recomendar ao conselho da escola que aceitasse doações da Líbia e ir à Líbia, a pedido do governo britânico, dar consultoria ao regime de Kadafi.

Outras instituições de ensino de primeira linha no Reino Unido estão com as barbas de molho, segundo Michael White, do The Guardian. Tony Blair e seus colegas de governo deveriam estar também.

A palavra chave do artigo de White é hipocrisia. Coisa feia. Mas há piores.

Imagina se no Brasil alguém ia se demitir por isso? A palavra chave no Brasil lulista-petista é cinismo.

internacional · líbia, opinião pública
Twittar   Compartilhar   Enviar   Imprimir  
Comentários anteriores (2)
Franciscojq pinheiro em 04/03/11 às 23:59

Vamos no popular, que e moda: cara de pau

Lucas em 10/03/11 às 19:34

Temos aqui o exemplo da gloriosa Unicamp.
- A Dilma fraudou o lattes dizendo q tinha mestrado e doutorado pela escola e nada aconteceu.
- O Mercadante conseguiu um título de doutor pegando um livro chapa branca dele como tese, e a Unicamp aceitou. Sem nenhuma contribuiçao acadêmica.

Página 1 de 1

Corrupção de Sarney a Lula

image O ebook Corrupção de Sarney a Lula pode ser baixado gratuitamente em três formatos: PDF (para imprimir), EPUB (para iPad) e MOBI (para Kindle). Uma versão em inglês (capa acima) está a venda na Amazon.com.

Posts recentes


Olho no México

O Brasil não precisa deixar a captura do estado ir tão longe. O caso Cachoeira poderia ser o sinal de alarme para um pacto contra a corrupção política e o crime organizado.

Deixem o governador falar

O PSDB precisa resolver: ou defende claramente o governador Marconi Perillo, ou admite claramente que não tem condições de defende-lo.

Bem na foto

Não tem como negar: a atual presidente e os ex, todos eles, estão bem na foto da instalação da Comissão da Verdade.

Problemas na “Lei Dieckmann”

Os deputados não devem, na pressa, perder a oportunidade de ouvir mais quem entende do assunto e corrigir as falhas do projeto.

FHC e Jefferson

Sobre a concessão do Prêmio Kluge a FHC: "Não só é a primeira pessoa com uma carreira política pessoal relevante a ganhar este prêmio, como é também um representante acabado do que chamamos cientista social. Se quiser fazer uma comparação americana, ele é como Jefferson".

Salvo pelo BNDES

Opinão d'O Globo: "É necessário averiguar os vestígios de interferência política na compra da Delta pelo JBS".

Não dá para não ler

As suspeitas sobre os dois governadores são parecidas: ligações impróprias com Carlos Cachoeira. O tratamento editorial da Folha varia. Um governador, de Goiás, é "tucano". O outro, petista, é "do DF".

Para não dizer que eu não falei da Globo

A Virada Cultural paulistana foi um desastre e o Viradão Carioca um sucesso, segundo O Globo. Não sei se vou para o Rio na próxima virada ou assino outro jornal.

Quem merece essa jurisprudência?

Como a nota não cita fonte, nunca se sabe... Espero que não seja verdadeira. Se o PSDB se deixar enquadrar desse jeito, já era.

Mais inteligentes, menos violentos

Posso acreditar que a razão venha nos salvar das formas endêmicas de violência. Se não é verdade, é bem sacado. Os homicídios estão mesmo em queda em São Paulo e até no Rio de Janeiro. Podem muito bem continuar a diminuir no planeta.

Mais herança maldita

Governadores e prefeitos fariam melhor de não esperar sentados pela próxima onda de greves dos funcionários em geral e ameaças de motim da polícia.

Brecha na proibição do aborto

Para quem acredita em alma, o feto que não tem cérebro deve ser protegido mesmo assim porque tem alma.

A língua do PT

"Hegemonia", na língua do PT, é isso: a pretensão de reescrever numa penada o dicionário e a história do Brasil.

Até 2020

Tomando nota: três tendências ou fatos que devem ter forte impacto sobre o equilíbrio do mundo até 2020.
Mais posts