IBRE projeta retração de investimentos
Mais um dado para o quadro preocupante diagnosticado por José Mendonça de Barros e comentado por mim ontem. No Estadão:
SÃO PAULO - O agravamento da crise mundial já provoca um esfriamento nas decisões de investimentos das empresas no Brasil. O movimento ameaça frustrar as expectativas do governo, que trabalha para que a taxa de investimento atinja 22% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014, garantindo que o País cresça sem pressões inflacionárias.
Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) indica, contudo, que o País deve perder neste ano cerca de R$ 9 bilhões de investimentos. Com isso, a relação investimento/PIB deverá recuar para 18,2% este ano. Em 2010, foi de 18,4%. O estudo se baseou em dados do IBGE antes da revisão das contas nacionais de 2009.
Três grupos de fatores freiam os investimentos, segundo José Roberto Mendonça de Barros:
1) impacto da crise sobre multinacionais americanas e européias;
2) perda de competividade do Brasil em relação a outros mercados emergentes e aos próprios Estados Unidos;
3) peso do “custo Brasil” (deficiências de regulação, infraestrutura etc.) sobre a implantação e operação de empreendimentos.
Apertar o acelerador do consumo com o freio de mão puxado para investimentos é receita certa de inflação.
O Banco Central diz que não esta preocupado e executa a política de Dilma Rousseff. Com quem será que ela vai gritar se der errado?





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