Imaculada não sei não
O rigor contra a corrupção foi reprovado logo no primeiro teste. Dilma Rousseff não só manteve Alfredo Nascimento à frente do Ministério dos Transportes, como encarregou-o de apurar os malfeitos da sua turma.
O Estadão constatou:
A complacência da presidente trouxe de volta o padrão lulista de lidar com problemas dessa ordem: passando a mão na cabeça, como dizia a oposição, dos companheiros e aliados enredados em maracutaias. O PR de Nascimento - cujo secretário-geral é o notório deputado Valdemar Costa Neto, réu no processo do mensalão - é parceiro fiel de Lula desde a sua primeira eleição presidencial. E o suplente de Nascimento no Senado, João Pedro, compartilhou com o então presidente memoráveis pescarias no Amazonas. Lula teria imposto o seu nome para ocupar a cadeira de Nascimento no Senado, caso ele se afastasse. O que cuidou que acontecesse o indicando para o ministério onde Dilma o mantém. Com isso, aparentemente, teria evitado se atritar com o mentor e criar um novo contencioso na base, desta vez com os 40 deputados e os 6 senadores “republicanos”.
Estranhei apenas o título do editorial: “A presidente se maculou”. Então ela era imaculada?
Só sei que ela chegou aonde está ungida por Lula e escoltada por Antonio Palocci.





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Ando de implicância com os títulos das notícias. Ontem, Correio Braziliense tascou um “oposição quer minar ministro” que me tirou o juízo!
Pedir explicações e cobrar punições sobre o mal-feito é “minar”. Não pode. O desgoverno é ente intocável.
Nossa Senhora de Forma Geral que ajude! (aquela, que dona presidente disse ser devota, durante a campanha….)
Como protestante que sou acho que Dilma que foi ungida presidenta por Lula é tão imaculada quanto a Senhora dos hereges católico-romanos que se opôs ao ministério de Cristo.
Não há anjinhos em ambos os casos. . .