À russa

Eduardo Graeff, 08/02/10

Boa sacada no Painel do Leitor da Folha ontem:

Pobreza

“Muito interessantes as teses do economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea, em seu texto em “Tendências/Debates” (“Pobrezas”, 5/2). Como exemplos recentes de aplicação de seu pensamento, pelo governo, lembremos: R$ 8 bilhões para Friboi e Bertin, R$ 7,5 bilhões para a Oi, R$ 1,7 bilhão para Perdigão e Sadia, R$ 1,1 bilhão para a VCP, R$ 2,5 bilhões para a Braskem e compra de 49% do Banco Votorantim pelo Banco do Brasil por R$ 4,2 bilhões. Trata-se de “formas inovadoras de combate à pobreza’? Dos acionistas destas megaempresas, não tenho dúvidas.

Sem ironia: o Ipea é um instituto que merece toda a gratidão dos brasileiros pelos serviços prestados no passado, por um corpo de especialistas respeitados. Neste momento, contudo, o que vejo é: de um lado, o uso ideológico de um instituto técnico e, do outro, um modelo pouco discutido de criação de uma economia forte, baseada em poucos grupos privados escolhidos, tornados visceralmente dependentes do dinheiro e de grupos do Estado.”

TELMO GIOLITO PORTO, (São Paulo, SP)

Dilma Rousseff, José Dirceu e companheiros não conseguiram implantar o socialismo soviético no Brasil.

Agora prometem crescimento chinês.

Mas vão mesmo é de capitalismo mafioso russo:

1) enriquecimento de pessoas e grupos privados via negócios obscuros com dinheiro do Estado;

2) práticas políticas totalitárias.


http://www.eagora.org.br/arquivo/a-russa/