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Sem golpe democrático

Eduardo Graeff, 29/06/09

Em 2002 a posição do Brasil na OEA foi decisiva para salvar o pescoço de Hugo Chávez. Agora, pode ser decisiva para salvar o pescoço de José Manuel Zelaya.

Era a coisa certa a fazer nos dois casos. Mesmo levando em conta o risco de Zelaya, como Chávez, voltar ao poder e virar mais um caudilho populista.

Não é o pescoço deles que está em jogo. É a vigência da legalidade democrática na política interna e nas relações internacionais.

Zelaya, como Chávez, pode usar a democracia contra a democracia. Problemão. Mas proteger a democracia com golpe militar respaldado pelos Estados Unidos não dá pé.

Que bom que Obama pelo jeito também pensa assim. Se Lula e Obama conseguirem reverter o golpe em Honduras, os dois merecem aplauso.


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