Juventude a perigo
Estudo do IPEA sobre dados da PNAD dimensionou o acesso dos jovens à escola e ao mercado de trabalho por faixa etária, sexo e nível de renda.
A situação mais preocupante é a dos que não trabalham nem estudam. Na faixa dos 18 aos 24 anos, 14% dos homens e 31% das mulheres estão nessa condição, chegando a 23% e 50%, respectivamente, nas famílias mais pobres.
O Correio Braziliense ouviu especialistas sobre esses jovens.
“As exigências estão cada vez mais intensas e o mercado busca pessoas sempre competentes. A reação de cada indivíduo a essa cobrança depende da sua estrutura de personalidade. Alguns correm atrás da capacitação e outros partem para o hedonismo, ou seja, vivem centrados no prazer. Com isso, fogem de todo tipo de obrigação e não pensam no futuro e nas consequências a médio e a longo prazo para curtir só o presente.
Aí estamos diante de um sujeito que não assume compromissos externos, com a escola ou o trabalho, e nem consigo mesmo, já que não se preocupa com que adulto vai se tornar amanhã”, afirma a professora do Instituto de Psicologia da PUC Minas e especialista em orientação vocacional, Mariza Tavares Lima.
As mulheres jovens que não estudam nem trabalham em geral cuidam de casa e dos filhos.
Os homens jovens nesse situação, dependendo de onde moram, vivem literalmente a perigo, mostra outra pesquisa.
Conquistar meninas, ter poder na comunidade e ostentar armas. Depois de sete meses de entrevistas, pesquisadores constataram que o maior fator de atração dos jovens para o crime é o reconhecimento social. A conclusão é da pesquisa inédita “Meninos do Rio: jovens, violência armada e polícia nas favelas cariocas”, promovida pelo Unicef e coordenada pela cientista social Sílvia Ramos, do Centro de Estudos de Criminalidade e Cidadania (Cesec), da Universidade Candido Mendes.
Um jovem de classe média tem mais chance de se recuperar de um mau passo. Numa favela dominada pelo tráfico isso é muito mais difícil.





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