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Mais uma que ousa desafiar o corporativismo

Eduardo Graeff, 07/06/09

Suely Caldas toca em outro assunto tabu da República: o gasto do governo mais aumenta do que diminui a desigualdade social.

Dos R$26,5 bilhões a mais que o governo federal vai injetar na renda nacional em 2009, R$500 milhões irão para o Bolsa-Família, R$8,6 bilhões para o aumento do mínimo e R$17,47 bilhões para custear o reajuste de 2,3 milhões de funcionários federais.

Se, em vez de aumentar o salário de pessoas que já ganham, na média, o triplo dos demais trabalhadores, o governo aplicasse o dinheiro na construção de redes de esgoto, fossas e tratamento de água potável, seria consideravelmente reduzido o enorme déficit de saneamento básico do País, que deixa vulneráveis e doentes milhões de brasileiros.

Assino embaixo. Se os sindicatos de funcionários quiserem queimar Suely na Esplanada dos Ministério, vou lá tentar apagar a fogueira.

A desigualdade salarial dentro do funcionalismo também é chocante. Mais ainda se incluir o Judiciário. Publiquei um artigo sobre isso faz um ano. Os togados detestaram.

desenvolvimento social ·
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