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“MST tucano”. Como é que é?

Eduardo Graeff, 15/02/09

Fiquei intrigado com o título da matéria da Folha.

Minha desculpa é que estou morando em Brasília há muitos anos, por fora de muita coisa que acontece em São Paulo. Assim mesmo, fiquei com cara de tacho de não saber de um movimento desse tamanho - são 100.000 pessoas - e que representa uma inovação radical na luta por habitação popular. Em vez de invadir, eles organizam famílias para comprar no atacado grandes áreas de terra urbana que estão encalhadas.

Os fiéis da teologia da libertação e do anti-capitalismo enrustido não os perdoam por tirar vantagem de regras básicas de mercado: oferta x demanda, economia de escala. E o fato de se aproximarem dos governos do PSDB é, naturalmente, anátema para os petistas e adjacentes. E daí? Trabalhando desse jeito, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto já conseguiu moradia para mais de 17.000 famílias na periferia da Capital (clipping).

Como dizia o camarada Mao, “não importa a cor do gato, desde que ele coma o rato”.

Em tempo: era só eu ter googlado a frase para achar várias páginas atribuindo-a a Deg Xiao Ping, como esta na Wikipedia em inglês (no artigo em português não tem). Ou ter usado mais a cabeça antes de postar: o pensamento tinha que ser de um reformista. O camarada Mao devia se importar totalmente com a cor do gato. Tanto que a revolução cultural maoísta baniu Deng. Os guardas vermelhos prenderam e torturam um filho dele, depois o jogaram da janela de um quarto andar e o deixaram paralítico. Isso é que luta de classes para ninguém botar defeito…

Obrigado pela correção, Zander.

cidades ·
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Comentários anteriores (1)
Zander Nogueira Martins em 15/02/09 às 16:59

Olá! A frase sobre o gato e o rato não é de Mao, mas de Deng Xiao Ping. Grato.

  Zander

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