Sobre                        Contato                        Arquivo

Na contramão da sustentabilidade

Eduardo Graeff, 03/02/09

José Eli da Veiga e Sérgio Besserman pensam grande as causas e saídas da crise global nesta entrevista a Míriam Leitão. As saídas, dizem, dependem da recuperação da confiança para que os agentes econômicos soltem o freio de mão da demanda; de um realinhamento duradouro das principais moedas; e de um horizonte de sustentabilidade para a retomada dos investimentos.

O horizonte para novos investimentos, por sua vez, vai exigir novas regras e um novo paradigma tecnológico que enfrentem o problema do aquecimento global. Assim como fica difícil fechar negócios com as taxas de câmbio do dólar, do euro e do iuan sambando, não dá para planejar grandes investimentos sem saber quanto custarão amanhã o barril de petróleo e a tonelada de carbono despejada na atmosfera.

As saídas da crise passam, então, pela transição de uma economia baseada em alta emissão de carbono para uma de baixa. Desse ponto de vista, advertem os dois, o Brasil está andando para trás. Trocando usinas hidroelétricas por termoelétricas, retomando projetos de estradas que vão acelerar a queima da Amazônia. E cortando investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, quando o domínio de novas tecnologias é chave para avançar para a economia “descarbonada”.

Pensando melhor, então, talvez um PAC empacado seja menos mau do que desempacado mas com muitos projetos na contramão do desenvolvimento sustentável.

meio ambiente ·
Twittar   Compartilhar   Enviar   Imprimir  

Corrupção de Sarney a Lula

image O ebook Corrupção de Sarney a Lula pode ser baixado gratuitamente em três formatos: PDF (para imprimir), EPUB (para iPad) e MOBI (para Kindle). Uma versão em inglês (capa acima) está a venda na Amazon.com.

Posts recentes


Olho no México

O Brasil não precisa deixar a captura do estado ir tão longe. O caso Cachoeira poderia ser o sinal de alarme para um pacto contra a corrupção política e o crime organizado.

Deixem o governador falar

O PSDB precisa resolver: ou defende claramente o governador Marconi Perillo, ou admite claramente que não tem condições de defende-lo.

Bem na foto

Não tem como negar: a atual presidente e os ex, todos eles, estão bem na foto da instalação da Comissão da Verdade.

Problemas na “Lei Dieckmann”

Os deputados não devem, na pressa, perder a oportunidade de ouvir mais quem entende do assunto e corrigir as falhas do projeto.

FHC e Jefferson

Sobre a concessão do Prêmio Kluge a FHC: "Não só é a primeira pessoa com uma carreira política pessoal relevante a ganhar este prêmio, como é também um representante acabado do que chamamos cientista social. Se quiser fazer uma comparação americana, ele é como Jefferson".

Salvo pelo BNDES

Opinão d'O Globo: "É necessário averiguar os vestígios de interferência política na compra da Delta pelo JBS".

Não dá para não ler

As suspeitas sobre os dois governadores são parecidas: ligações impróprias com Carlos Cachoeira. O tratamento editorial da Folha varia. Um governador, de Goiás, é "tucano". O outro, petista, é "do DF".

Para não dizer que eu não falei da Globo

A Virada Cultural paulistana foi um desastre e o Viradão Carioca um sucesso, segundo O Globo. Não sei se vou para o Rio na próxima virada ou assino outro jornal.

Quem merece essa jurisprudência?

Como a nota não cita fonte, nunca se sabe... Espero que não seja verdadeira. Se o PSDB se deixar enquadrar desse jeito, já era.

Mais inteligentes, menos violentos

Posso acreditar que a razão venha nos salvar das formas endêmicas de violência. Se não é verdade, é bem sacado. Os homicídios estão mesmo em queda em São Paulo e até no Rio de Janeiro. Podem muito bem continuar a diminuir no planeta.

Mais herança maldita

Governadores e prefeitos fariam melhor de não esperar sentados pela próxima onda de greves dos funcionários em geral e ameaças de motim da polícia.

Brecha na proibição do aborto

Para quem acredita em alma, o feto que não tem cérebro deve ser protegido mesmo assim porque tem alma.

A língua do PT

"Hegemonia", na língua do PT, é isso: a pretensão de reescrever numa penada o dicionário e a história do Brasil.

Até 2020

Tomando nota: três tendências ou fatos que devem ter forte impacto sobre o equilíbrio do mundo até 2020.
Mais posts