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O candidato em construção

Eduardo Graeff, 11/04/10

Nos últimos meses, quando às vezes parecia que o outro lado ia ganhar a eleição no grito, muita gente perguntou: “O Serra vai ser mesmo candidato? Não vai desistir?”

Minha resposta padrão era mais ou menos a seguinte: “Nunca ouvi ele dizer que seria. Mas também nunca vi ele deixar de fazer nada que tivesse que fazer para ser candidato”.

Boa matéria de Julia Duailibi e Christiane Samarco conta algo dessa história.

O “candidato do conflito”, que conquistou o direito de disputar a Presidência e fazer a sua nona campanha eleitoral, ficou nas urnas de 2002. O José Serra de 2010 é outro: em vez de trabalhar no confronto para fazer maioria, e dar a largada em meio a um racha partidário, ele quebrou o isolamento político, aprendeu a fisgar aliados e firmou-se como candidato natural da oposição.

Ele não descuidou de outras coisas importantes, como mostrar a cara nos programas populares televisão.

Mas a costura silenciosa, paciente e persistente para unir o PSDB e aliados, essa para mim era a prova mais contundente que ele estava determinado. Ninguém se joga e persiste numa trabalheira insana como essa se não estiver determinado.

Vilmar Faria, um dos maiores amigos dele, costumava dizer que quando Serra quer alguma coisa é como aquele ferrinho que o dentista usa para limpar cárie: cutuca, cutuca, até que consegue.

O ferrinho continua o mesmo. A mão está bem mais jeitosa.

Serra uniu sua base. Quando ele diz que é candidato para unir o Brasil, eu não tenho razão para duvidar que vai conseguir.

política · coligação, eleição, josé serra, sucessão presidencial
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Comentários anteriores (2)
Hora de mostrar e avançar em 11/04/10 às 11:16

1ª  tese: “O Serra vai ser mesmo candidato? Não vai desistir?”. Esta era plantada por artimanhas políticas. Pena que muitos inclinaram-se a crer ser verdade tal mentira. Muitos não tinham porque e como não saber de onde vinha disseminada e por qual objetivo. 2ª tese: o PSDB e as oposições “escondiam FHC”. Só faltava o PSDB e as oposições chancelarem uma mazela dessas, incorrigível por inadmissível. 3ª tese: outra furada, pisada na bola, foi a da “falta de discurso” das oposições. Colbe ao FHC a tarefa de dizer claro e bom som e tom que não temia camparações. Com isso mobilizou as oposições na rede, que passaram a patrocinar um debate FHC x Lula. FHC aceitou, Lula rejeitou. Ficou patente que as oposições tinham legado e assim, discurso potente. Agora é hora de mostrar e avançar: não houve desistência, FHC está presente, as oposições têm legado e discurso.

Marília Lindóia RolloDuarte em 11/04/10 às 16:54

Neste momento, acho importante comentar o discurso de Serra no seu lançamento: grandioso e valoroso nas ideias e princípios, certeiro aos adversários, clareza na expressão,enfim um discurso que nos retoma a esperança e orgulho de sermos brasileiros. Isso é o que tenho sentido ao ler inúmeros comentários nos posts do Reinaldo Azevedo e outros. Portanto, é por aí...Parabéns, Presidente Serra!!!

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