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O ônus do aborto ilegal

Eduardo Graeff, 04/03/10

Hillary Clinton ontem em São Paulo:

— As mulheres ricas têm esse direito em qualquer país e as mulheres pobres não têm. Em todos os países, a decisão é da população do próprio país, mas isso deve ser bem refletido porque tem a questão do número de filhos que as mulheres podem ter e sustentar, e há o ônus dos abortos ilegais na saúde pública.

Concordo com ela.

O aborto é um drama pessoal para qualquer mulher - ou homem, posso dizer - que tenha coração.

Mas o risco legal e de saúde é todo das mulheres pobres.

Categoria: saúde  Tags:
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Comentários (1)
Hermes Dutra em 04/03/10 às 09:47

Respeito a posição de qualquer pessoa, sobre qualquer assunto. Só não consigo entender como se pode defender que o direito à vida de um esteja nas mãos de outros. Veja bem, há mil maneiras de se evitar a gravidez, mas a mais fácil que muitos encontram é engravidar e depois expelir uma vida. Quem não viu uma ecografia de um serzinho de apenas doze semanas ? Como alguém pode achar que, para defender o direito da dona, se pode matar o feto ? Não condeno quem faz aborto, mas não posso concordar em que se dê o direito à mulher, ou qualquer outro,  de extinguir uma vida. Sim uma vida. Quem duvidar, que olhe uma ecografia de um feto. E lembremo-nos de que o primeiro direito humano é o direito à vida, pruncipalmente desse que não pode se defender, chorar ou dar qualquer grito. Nós é que temos de gritar por ele.

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