O PSDB e os programas sociais
“O PSDB se prepara para a sucessão de 2010. Os tucanos estão abandonando o discurso contra os programas sociais”, escreveu Ilimar Franco n’O Globo.
“A oposição se rende diante dos programas sociais de Lula”, ecoou o correspondente do El País.
Bobagem!
No seminário a que os dois jornalistas se referem, o PSDB limitou-se a afirmar o que eles poderiam lembrar ou googlar: dos três grandes programas de transferência de renda para os mais pobres, o governo FHC consolidou o maior de todos, a previdência rural; e criou os outros dois, a assistência aos idosos e portadores de deficiência e a bolsa-escola, depois fundida com outros programas semelhantes e rebatizada bolsa-família pelo governo Lula.
Os dados acima são do Ministério da Previdência, Ministério do Desenvolvimento Social, Banco Central, Anuário Estatístico da Previdência Social, Sistema de Execução Orçamentária da Câmara dos Deputados e Orçamento Social do Governo Federal 2001-2004 do Ministério da Fazenda. Multipliquei por 3 o número de famílias atendidas pela bolsa-família para uma estimativa conservadora do número de pessoas atendidas.
Somando o programa que já encontrou implantado com os dois que criou, FHC aumentou a transferência de renda de R$15 bilhões para R$36 bilhões e o número de pessoas atendidas de 5,8 milhões para cerca de 24 milhões. Os números correspondentes à bolsa-família em 2002 englobam bolsa-escola, bolsa-alimentação, auxílio-gás e cartão-alimentação.
Lula aumentou o valor total transferido para R$64 bilhões e o número total de beneficiários para 43 milhões.
Palmas para ele. Mas desde quando esses programas são “de Lula”?
Olhando quem fez o que, o governo do PSDB é que deu a arrancada para tirar do papel as políticas sociais previstas pela Constituição de 1988.
FHC achava que não devia fazer propaganda por cumprir uma obrigação do estado brasileiro.
Mas por que diabos os tucanos iriam desfazer em discurso o que fizeram na prática?
Só para facilitar o trabalho da máquina de propaganda petista.





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