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Olhando de longe

Eduardo Graeff, 08/11/11

O seminário do PSDB no Rio de Janeiro correu bem, com mais discussão substantiva do que fofoca - pelo menos na cobertura do Estadão.

Para mim uma boa notícia é que diminuiu a distância aparente entre as opiniões dos economistas do Rio e José Serra. Segundo o Estadão:

Armínio Fraga, Gustavo Franco e Pérsio Arida defenderam cortes mais intensos na taxa Selic. Para isso, no entanto, o governo deve fazer o dever de casa, controlando gastos, para evitar o aumento de preços no mercado doméstico.

O diabo são os detalhes, claro. Não sei se todos eles concordariam sobre como, a que preço baixar juros e cortar gastos. Mas o problema não é do PSDB, é da equipe de Dilma Rousseff.

Aparentemente, também diminuiu a distância entre o Banco Central e seus críticos. Isso provavelmente significa que o foco do debate deve se deslocar da política monetária para a política fiscal e a qualidade da gestão pública.

O problemão de Dilma e sua equipe, nessa matéria, é de sempre: como fazer uma política fiscal mais austera com uma base política viceralmente - bota viceralmente nisso - expansionista.

economia · gasto público, inflação, juros, psdb
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