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Onde mora o perigo

Eduardo Graeff, 21/11/11

Atila Roque, chefe do escritório da Anistia Internacional no Brasil, em entrevista à Folha de S. Paulo:

Atualmente qual é a maior ameaça à segurança pública?

É o avanço crescente da criminalidade organizada a partir do próprio aparato de segurança pública, que acabou de matar a juíza Patrícia Acioli e ameaça o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

Se não houver uma atuação organizada contra as milícias, daqui a cinco anos estaremos numa situação muito mais grave do que a que tivemos com a ocupação do território pelo tráfico.

Acho que ele está certo. Vou mais longe: a sede do crime organizado em geral no Brasil é o Estado.

A corrupção política - no Legislativo e no comando do Executivo, nos três níveis de governo - agrava a corrupção administrativa - no Judiciário, nas polícias e na burocracia em geral. Ambas tornam o Estado mais e mais vulnerável às organizações criminosas.

Lula e o núcleo dirigente do PT escancararam as portas do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional para esse processo. Um crime de lesa-pátria.

Dilma Rousseff dá sinais pouco convincentes de vontade e capacidade de desfazer o que ajudou a fazer e fez dela o que é.

Quem pode - ainda, espero - reverter o processo é quem está fora do sistema viciado: o que sobra de imprensa independente, segmentos não cooptados da sociedade civil, juízes, promotores e policiais honestos. E os partidos de oposição, se sacudirem o marasmo.

justiça e segurança · corrupção, crime organizado
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