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Pré-campanha

Eduardo Graeff, 03/02/10

Reinaldo Azevedo mandou ver - com razão - em cima da manchete da Folha hoje.

Os números da violência e a violência com os números

A Folha de S. Paulo anuncia hoje, em manchete, com estardalhaço: “Homicídios crescem em São Paulo após dez anos”. Segue o rigor intelectual e a isenção jornalística que costumam caracterizar o caderno chamado “Cotidiano”.

Quais são os dados? Foram 4.557 homicídios em 2009 contra 4.426 em 2008: 131 a mais. O estado de São Paulo tem 42 milhões de habitantes. Num gráfico, lá no pé da página, o jornal informa números que são públicos: em 1999, houve, em números arredondados, 12,8 mil homicídios. Em 2009, 4,5. A redução é de estupendos 65%. Trata-se de uma redução rara, se não for única, no mundo.

Os números que interessam quando se pensa uma política de segurança pública são os chamados mortos por 100 mil habitantes: eram 35,27 há 10 anos contra 10,95 no ano passado. Comprando-se 2008 com 2009, tem-se 10,76 mortos por 100 mil antes contra 10,95 agora. O aumento é de 2,8%. Qualquer especialista isento sabe que isso não caracteriza nem mesmo uma tendência.
...

A Folha ignora reportagem do próprio jornal publicada em 2008. Levantamento junto a secretarias de segurança, com informações do IBGE, apontou os dez estados com maior número de homicídios por 100 mil. Comparem com os números de São Paulo.

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Tem mais sobre os índices de violência em São Paulo e no Brasil como um todo nestas duas ótimas matérias:

Os jovens e a violência

Ranking da violência exclui São Paulo e Rio da liderança

Dizem que os números, sob tortura, confessam qualquer coisa. Haja pau-de-arara para fazer um fracasso do caso de sucesso de São Paulo no combate à violência.

justiça e segurança ·
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