PT na contramão da ONU
Notícia divulgada na edição de sexta-feira (15), do jornal “O Estado de São Paulo”, pelas repórteres Andrea Vialli e Rejane Lima, revela o reconhecimento das construções da CDHU – Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano em Cubatão, pela ONU – Organização das Nações Unidas, como exemplares na prática sustentável e que podem ser replicadas em outros países. Curiosamente, a bem sucedida iniciativa do Governo do Estado, na época comandado pelo governador José Serra, que decidiu criar e começar a executar o Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar, de realocação dos moradores de áreas de risco e de mananciais de água para conjuntos residenciais construídos em áreas urbanizadas e seguras de Cubatão e da Baixada Santista, foi vista como mais uma promessa política no início – a bem da verdade, só no início.
Logo nos primeiros dias do seu governo, José Serra convocou parte da sua equipe para revelar a sua preocupação com os moradores das encostas da Serra do Mar. As medidas anunciadas, a partir do congelamento de novas ocupações, expansões e reformas das moradias nos bairros Cota, Água Fria, Pilões e Sítio dos Queirozes, com a disposição de promover a remoção e reassentamento de 5 mil famílias, e a consolidação da ocupação de outras 2.500 famílias nas áreas onde é possível a urbanização, em Cubatão, alimentaram o ceticismo regional da Baixada Santista.
Desde a oficialização do Parque Estadual da Serra do Mar, autoridades estaduais e municipais tentavam convencer com foco na solução do problema das ocupações irregulares, mas arrefeciam os ânimos sempre que surgiam óbvias reações políticas e eleitorais. Esse comportamento explicou a dúvida, se a manifestação do governo de José Serra não representava outro factóide, diante dos detalhes de planejamento e projetos tão aparentemente perfeitos.
A Baixada Santista, em especial Cubatão, já havia recebido muitos conjuntos habitacionais convencionais, com os mesmos problemas de infra-estrutura verificados em outras regiões do Estado. Mas para o Programa de Recuperação Socioambiental havia uma tipologia diferente, aceita com alguma resistência pelo governo municipal anterior ao atual do PT, porém de maneira muito diferente ao tipo de oposição que os atuais patrocinam no município.
Márcia Rosa, a prefeita do PT, e a sua equipe, tenta gerar todo o tipo de dificuldade para atrasar o empreendimento social e também para confundir os moradores beneficiados. Na medida em que o projeto residencial começa a receber os moradores das áreas atingidas pelo programa do Governo do Estado, a impressão positiva das Nações Unidas não é um privilégio técnico-burocrático-ambiental apenas. A comunidade cubatense aprova e vive um novo momento digno e feliz.
A notícia do reconhecimento da ONU agradou bastante José Serra, que aproveitou a oportunidade para relembrar a importância dos seus principais colaboradores – Lair Kraehmbul (secretário da Habitação e presidente da CDHU), Coronel Eliseu Eclair (coordenador do Programa) e Rubens Lara (assessor especial e diretor-executivo da AGEM – Agência Metropolitana da Baixada Santista).
O reconhecimento da ONU é para o que a imprensa destacou como “construção verde”, onde as obras das novas moradias cumprem tecnologias que poupam água, energia elétrica e usam materiais que afetam menos o ambiente. O atual secretário de Habitação, deputado federal Silvio Torres, conta que hoje existem no Estado 350 mil unidades habitacionais da CDHU e que há potencial que 200 mil dessas adotem tecnologias verdes.
Cubatão que já foi reconhecida pela ONU, como símbolo de recuperação ambiental durante a Rio-92, agora dá um novo passo a frente, com um projeto tido pelo organismo internacional como alternativa que pode ser replicada em outros lugares do mundo.
Nessas horas é que reflito sobre qual a importância de certos políticos para efetivamente mudar o mundo para melhor…
Ilustração: foto de Clóvis Deângelo, do Residencial Rubens Lara em Cubatão.





O ebook Corrupção de Sarney a Lula pode ser baixado gratuitamente em três formatos: 