Quanto custa a vaga do Brasil no conselho de segurança
Paulo Sotero dá a seguinte informação em seu artigo hoje no Estadão:
Em recente reunião informal de ex-embaixadores e altos funcionários da diplomacia dos Estados Unidos, a maioria mostrou-se favorável a que [Barack] Obama endosse a ascensão do Brasil ao CS [conselho de segurança da ONU] durante a visita, como fez em relação à Índia, em visita a Nova Délhi, em 2010. “A reforma do CS e a ascensão do Brasil a membro permanente são inevitáveis e têm baixo custo para a Casa Branca, até porque não é questão em pauta na ONU no momento”, disse um dos participantes.
Sotero torce mas não garante que Obama siga a sugestão. A expectativa do governo brasileiro, pelo que o artigo diz, é que o sinal verde dos Estados Unidos venha mais para frente, na medida em que a reaproximação com o Brasil prosseguir.
A coisa pode não ser tão simples. O correspondente do Financial Times na ONU comentou assim a abstenção dos BRIC na votação sobre a Líbia:
As restrições manifestadas pela Índia e Brasil no encerramento do debate indicaram que um conselho expandido daria mais peso aos não-intervencionistas e menos aos três países ocidentais com assentos permanentes - Estados Unidos, França e Reino Unido.





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