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Que bicho nos mordeu?

Eduardo Graeff, 25/04/10

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Pois é, parece que o adversário subestimou o PSDB. Confesso que até eu estou um pouco surpreso…

Digo isso com as sandálias havaianas da humildade - não fosse hoje um domingão.

Tem muita água para rolar até a eleição. Mas, até aqui, tudo bem.

João Bosco Rabello:

Dilma na defensiva e ainda refém de Lula

Passados 15 dias do início efetivo da campanha (com todos os candidatos em campo), a avaliação consensual é a de que o PSDB conseguiu, até aqui, manter a candidata Dilma Rousseff em permanente atitude defensiva, explicando seus próprios erros e exibindo uma dependência quase física do presidente Lula.

O rompimento de Ciro Gomes com Lula, acrescida de uma declaração de superioridade de José Serra, anteontem, levou o clima interno a seu ponto máximo de fervura.

Ciro desqualificou Dilma Rousseff e, ainda que seu perfil desbocado banalize a contundência, nesse caso há um ganho para José Serra que vai além do percentual de votos que recebe do ex-candidato do PSB.

O melhor atestado de legitimidade é aquele passado pelo adversário, porque vem impregnado de autenticidade.

Ao lado disso, constata-se que a estratégia do candidato tucano de reservar ao partido o papel do confronto com Lula, poupando-se para abordagens mais propositivas, tem dado certo.

Lula tenta diariamente quebrar essa disciplina tucana, com provocações ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para impor caráter plebiscitário à campanha, mas sem êxito.

O PT deposita na atuação de Lula, na fase pós-Copa do Mundo da campanha, as expectativas de reversão desse quadro, o que tem o efeito colateral de reforçar a imagem de fantoche que a oposição tenta colar em Dilma.

Ainda é cedo para previsões, mas alguns governistas já temem que uma reação demorada crie uma tendência em favor de Serra.

política · eleição, psdb, sucessão presidencial
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Comentários anteriores (1)
Pós - Copa em 25/04/10 às 20:50

Depois de Honduras, Cuba, Irã, não precisa nem esperar a Copa. A Copa é aquilo: ganha ou perde. Não muda o desempenho de candidato algum. Durante o governo militar, nos anos 60/70/80, as eleições estavam suprimidas. Só votamos em presidenciais, diretas, em 89. Já os efeitos das derrapadas poderão ser cobrados, seja quem for o presidente eleito. Quem cola fantoche em Dilma é a situação, não a oposição. A oposição está preocupada.

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