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Taxa de homicídios cai

O Globo, 09/02/10

Rio registrou em 2009 o menor índice de assassinatos dos últimos dez anos

Antônio Werneck

A taxa de homicídios no Estado do Rio no ano passado foi a menor em dez anos, apesar de o número absoluto ter aumentado 1,3% em relação a 2008 (o total de homicídios dolosos passou de 5.717 para 5.794).

A estatística do Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgada ontem, mostra que o índice foi de 34,6 casos por cem mil habitantes em 2009, contra 34,7 no ano anterior.

O subsecretário de Segurança, Roberto Sá, que participou da apresentação, explicou que a taxa de homicídio foi calculada com base numa projeção de aumento da população, metodologia usada internacionalmente.

— Queremos impor ao Rio taxas civilizadas de criminalidade, que no estado sempre estiveram em patamares elevados. E isso tem sido possível graças à metodologia de combate ao crime, que alia gestão e acompanhamento — garantiu Sá.

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse que não é hora de festejar a queda, mas de trabalhar para manter a política de gestão e controle que ele garantiu ser eficiente a médio e longo prazos.

Para Beltrame, ações integradas de segurança foram fundamentais para a queda de índices importantes, como o de roubo e furto de automóveis, de latrocínio (roubo com assassinato) e de cadáveres encontrados.

— Não posso atribuir a queda a apenas uma medida, mas a muitas: quando falamos de homicídio, podemos dizer que a ação das Unidades de Polícia Pacificadora pode ter contribuído, tirando de circulação várias armas dos bandidos — afirmou Beltrame.

Combate maior a ladrões de motos

Durante a apresentação, o ISP também divulgou outros números. O assalto a residência registrou um aumento de 11,3%, ao passar de 1.493 registros em 2008 para 1.662 no ano passado. Já o roubo de veículos teve queda significativa: em 2008, foram 27.847 casos, contra 25.036 em 2009, uma queda de 10,1%.

— A Polícia Civil passou a dar prioridade à repressão aos ladrões de motocicletas, atacando quadrilhas dentro de favelas. No ano passado, os policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) apreenderam mais de quatro mil motocicletas — disse o chefe de Polícia Civil, Alan Turnowski.

O subsecretário Roberto Sá lembrou ainda que ações como a criação das Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp), a consolidação das Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp) e outras medidas, com foco em indicadores estratégicos, como os de homicídios, roubos de rua, roubos de veículos e latrocínios, foram fundamentais para a melhoria dos números.

— Estamos nos reunindo (secretaria e polícias Civil e Militar) para traçar metas, priorizando medidas para deter a criminalidade — disse Roberto Sá.

O tenente-coronel Álvaro Rodrigues Garcia, chefe do Estado-Maior da Polícia Militar, acredita que as ações integradas ainda podem melhorar.

— O nosso comandante, coronel Mário Sérgio, passou os últimos seis meses com o objetivo de pôr mais policiais no patrulhamento. Agora, temos mais PMs nas ruas — afirmou Garcia.

Os números de dezembro, também divulgados ontem, foram considerados positivos pela Secretaria de Segurança. Houve quedas significativas nos índices de homicídios (-6,1%), roubos de veículos (- 21,7%), assaltos a transeuntes (-10,4%) e roubos de celular (-12,2%), na comparação com dezembro de 2008. No entanto, o número de latrocínios subiu de 16 para 25 no mesmo período.

Houve ainda um aumento de 4,2% no número de autos de resistência (mortes de civis em confrontos com a polícial.

COLABOROU Maria Elisa Alves

justiça e segurança ·
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