André Lara Resende, entrevista a O Globo, 05/02/12
Um dos pais do Plano Real, André Lara Resende diz que existe uma nova restrição: o fato de que atingimos os limites do planeta e, por isso, não podemos mais contar com a expansão da economia como um antídoto contra a crise. - A capacidade de continuar a crescer nos padrões a que estamos acostumados esbarra nos limites físicos do planeta.
Sérgio Fausto, O Estado de S. Paulo, 04/02/12
A viagem da presidente Dilma Rousseff a Cuba expressou não apenas limites da diplomacia brasileira quanto à defesa dos direitos humanos, mas também a contraditória relação que parte importante da esquerda - em grande medida representada pelo PT - tem com o tema quando ele se coloca em países ditos socialistas, Cuba em particular.
Aloysio Nunes Ferreira, Folha de S. Paulo, 01/02/12
Em face da reintegração judicial de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, o PT montou uma fábrica de mentiras para divulgar nas próximas campanhas eleitorais. Em respeito aos leitores da Folha, eis as mentiras, seguidas da verdade.
Roberto DaMatta, O Globo, 01/02/12
Essa figura do cavalo como símbolo de poder, como animal de trabalho e como montaria que passa a ser uma arma quando os seus donos entram em guerra, foi o que mais me tocou no filme. Pois o que a narrativa de Spielberg realiza em estilo de John Ford é mostrar como cada um dos seus "donos" o vê como uma projeção de si mesmos.
Merval Pereira, O Globo, 01/02/12
Em Davos, tanto a democracia quanto o capitalismo foram postos em discussão em diversos painéis. Com o surgimento do "capitalismo de Estado", capitaneado pela China, a relação direta entre democracia e capitalismo já não é mais uma variável tão absoluta quanto parecia nos anos 80 e 90 do século passado.
Pedro Dória, O Globo, 31/01/12
O tablet, seja Apple, seja Samsung, não é feito por robôs. Cada microcomponente é encaixado ali por uma mão em gestos repetitivos, milhares de vezes por dia, às vezes sete dias por semana. Já há registro de que, após dez anos desse tipo de trabalho, teve operário que perdeu a função de suas mãos numa tendinite elevada a níveis desumanos. A vida na China é dura. Devemos nos sentir culpados?
Roberto DaMatta, Época, 30/01/12
Nos idos de 1960, um humilde sertanejo do antigo Estado de Goiás me disse o seguinte sobre o sistema político brasileiro: “Todo mundo tem patrão e empregado. Só Deus não tem patrão e não deve favor a ninguém! O resto tudinho tem um lado forte e um lado fraco! É patrão e doador (seu lado forte) e cliente e recebedor (seu lado fraco). Por isso, todo mundo tem o rabo preso!”.
Leandro Piquet Carneiro, Folha de S. Paulo, 27/01/12
Nos quatro anos cobertos pelo levantamento, 62% dos conflitos com mortes ocorreram no atendimento de casos de roubo ou furto. A vítima consegue ligar para o 190, a PM envia uma viatura e quando ocorre o encontro com os assaltantes há troca de tiros e o desfecho violento.
Gilberto Kassab, O Estado de S. Paulo, 25/01/12
Não é hora de apontar culpados nem de alimentar pendengas eleitoreiras. É hora, sim, de também prover de mais recursos as forças que combatem os traficantes. Mais investimento e maior concatenação de ações certamente trarão resultados ainda melhores. É hora de os protagonistas da área jurídica se debruçarem sobre os limites legais que ainda impedem internações urgentes e necessárias.
Marco Antonio Villa, O Globo, 24/01/12
O silêncio da oposição incomoda. Desde 1945 — incluindo o período do regime militar — nunca tivemos uma oposição tão minúscula e inoperante. Vivemos numa grande Coreia do Norte com louvações cotidianas à dirigente máxima do país e em clima de unanimidade ditatorial. A oposição desapareceu do mapa. E o seu principal partido, o PSDB, resolveu inventar uma nova forma de fazer política: a oposição invisível.
Rubens Barbosa, O Estado de S. Paulo, 24/01/12
A revista Interesse Nacional, em sua edição especial de janeiro, dedica-se integralmente à discussão do Poder Judiciário e reúne artigos de respeitados nomes da área jurídica que, ao mesmo tempo, são protagonistas e foram artífices das transformações empreendidas nos últimos oito anos.
Ives Gandra da Silva Martins, O Estado de S. Paulo, 21/01/12
A decisão inicial do ministro Marco Aurélio Mello, de suspender o exercício da competência do CNJ até manifestação do plenário me parece equivocada. De início, porque desautoriza seis anos de atuação do CNJ no exercício das competências atribuídas pela Constituição; depois, porque autoriza todos os que foram punidos pela instituição a pedirem imediata reintegração nas funções exercidas e indenizações por danos morais.